Quase 700 casos prováveis de dengue já foram registrados no Acre nas primeiras semanas de 2026, segundo o mais recente boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). Até a 5ª semana epidemiológica do ano, o estado contabiliza 696 notificações da doença, das quais 165 foram confirmadas.
De acordo com o levantamento, não houve registro de casos graves nem de mortes relacionadas à dengue no estado até o momento.
Queda em relação a 2025
Apesar dos registros neste início de ano, os dados mostram redução significativa no número de casos em comparação ao mesmo período de 2025. No ano passado, até a quinta semana epidemiológica, o Acre havia contabilizado 2.481 casos prováveis, dos quais 2.341 foram confirmados.
Na comparação entre os dois anos, o boletim aponta queda de 70,3% nos casos prováveis e de 93% nos casos confirmados em 2026.
Concentração dos casos
A análise por regionais de saúde indica que a Regional do Baixo Acre concentra a maior parte dos registros, com 125 casos confirmados. Dentro dessa região, Rio Branco lidera as notificações, com 114 confirmações, seguido por Sena Madureira, com cinco casos.
Na Regional do Juruá/Tarauacá-Envira, foram confirmados 38 casos, com registros em municípios como Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo e Porto Walter.
Já na Regional do Alto Acre, foram registrados dois casos confirmados até o período analisado.
Diagnóstico e vigilância
A maior parte das confirmações ocorreu por exames laboratoriais, responsáveis por cerca de 76% dos casos, enquanto 24% foram confirmados pelo critério clínico-epidemiológico, utilizado em situações específicas quando há sintomas compatíveis e vínculo com áreas de transmissão.
Sorotipos em circulação
Segundo o boletim, no Acre foram identificados até agora os sorotipos DENV-1 e DENV-2 do vírus da dengue. Há, porém, alerta para o risco de reintrodução do sorotipo DENV-3, que já circula no estado de Rondônia.
Mesmo com a redução de casos neste início de ano, a Secretaria de Saúde reforça a necessidade de manter ações de vigilância e prevenção, já que o comportamento sazonal da dengue pode provocar aumento de registros nas próximas semanas.
Entre as principais orientações estão eliminar água parada, manter caixas d’água bem tampadas, limpar calhas e recipientes que possam acumular água, além de procurar atendimento médico em caso de sintomas como febre, dor de cabeça, dor atrás dos olhos e dores no corpo.








