Após semanas de expectativa e articulações políticas, o ex-governador do Acre e atual presidente da ApexBrasil, Jorge Viana (PT), confirmou nesta quinta-feira, 19, durante coletiva de imprensa em Rio Branco, que colocará seu nome como pré-candidato ao Senado Federal nas eleições de 2026.
Segundo Viana, a decisão foi tomada após um “chamamento” político e pessoal, além de um pedido do próprio presidente.
“O presidente me pediu que eu disputasse o mandato de senador, que ajudasse a coordenar e organizar a caminhada dele aqui no Acre”, afirmou.
O ex-governador relatou que aguardava uma definição de Lula sobre qual papel deveria assumir no cenário político, já que atualmente ocupa função na ApexBrasil. Após reuniões recentes em Brasília, disse ter recebido a orientação para entrar na disputa e contribuir com a articulação política no estado.
Decisão após consultas e articulação
Viana destacou que colocou o nome à disposição depois de conversar com familiares, aliados e a executiva do partido. “Meu nome está posto por esse chamamento das forças que a gente sempre trabalhou junto aqui do Acre, pelo pedido do presidente Lula e por uma decisão pessoal de querer ajudar o Estado”, declarou.
Ele também afirmou que pretende atuar na construção de uma aliança partidária e no fortalecimento da base política de Lula no Acre.
Durante a coletiva, o ex-governador fez críticas à situação atual do estado e apontou perda de protagonismo político. “Perdemos completamente o protagonismo em Brasília. O Acre está vivendo um período de muito atraso”, disse.
Estratégia para 2026
Viana afirmou que a estratégia inclui a formação de candidaturas competitivas para o governo do estado, Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa.
Ele também mencionou a possibilidade de apoio ao médico Thor Dantas para a disputa ao governo estadual, dentro de uma frente política que, segundo ele, não estará isolada. “Nós vamos estar numa boa aliança partidária”, afirmou.
Ao justificar a candidatura, Viana disse que pretende contribuir para a estabilidade política e fortalecer o projeto nacional liderado por Lula. “Prefiro ficar do lado que defende a democracia e ajudar o Acre a voltar a ter importância no cenário nacional”, declarou.








