A viagem ao Acre sem autorização judicial está entre os motivos que mantêm o goleiro Bruno Fernandes na condição de foragido. É que a Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de habeas corpus da defesa, mantendo a ordem de prisão contra o atleta.
Bruno não é localizado há mais de duas semanas, desde que teve a liberdade condicional revogada após descumprir medidas impostas pelo Judiciário.
Viagem ao Acre e descumprimentos
De acordo com a decisão, o ex-goleiro viajou ao Acre no dia 15 de fevereiro sem autorização da Vara de Execuções Penais, ultrapassando os limites territoriais permitidos.
Além disso, ele também compareceu a um jogo noturno do Flamengo, pelo Campeonato Estadual, sem autorização prévia.
Para a Justiça, as atitudes configuram descumprimento das condições impostas. “As condutas do apenado devem ser encaradas como descaso no cumprimento do benefício que lhe foi concedido”, afirmou o juiz Rafael Estrela Nóbrega.
Com a revogação da liberdade condicional, foi expedido mandado de prisão para que Bruno retorne ao regime semiaberto. O documento tem validade de 16 anos.
Como o ex-atleta ainda não foi localizado, ele é considerado foragido. Cartazes e imagens têm sido divulgados por canais de denúncia para tentar obter informações sobre o paradeiro.
A defesa informou que Bruno deve se apresentar à Justiça apenas após esgotar todos os recursos possíveis no Judiciário.
O goleiro foi condenado a 22 anos de prisão pela morte da modelo Eliza Samudio. Após progressões de regime, havia conquistado a liberdade condicional, agora suspensa devido às infrações apontadas pela Justiça.








