O Acre registrou 16 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas primeiras semanas de 2026, segundo dados do Boletim Epidemiológico das Síndromes Respiratórias divulgado nesta sexta-feira, 13, pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). O levantamento considera as semanas epidemiológicas 1 a 9 do ano, com dados atualizados até 7 de março.
Apesar do número de óbitos, o total é inferior ao registrado nos dois anos anteriores no mesmo período. Em 2025 foram contabilizadas 45 mortes, enquanto 2024 teve 29 óbitos relacionados à SRAG no estado.
Mudança no perfil das vítimas
Os dados do boletim indicam uma mudança no perfil das vítimas em 2026. Diferentemente dos anos anteriores, quando os idosos com mais de 60 anos concentravam a maioria das mortes, neste ano a maior incidência foi registrada entre crianças de 2 a 9 anos.
A síndrome respiratória aguda grave representa a forma mais severa das infecções respiratórias e pode ser causada por diferentes vírus, incluindo influenza, vírus sincicial respiratório (VSR), rinovírus e Covid-19, podendo evoluir para quadros de pneumonia e outras complicações.

Feijó concentra maior número de mortes
O boletim também aponta diferenças na distribuição dos óbitos entre os municípios acreanos.
Até a semana epidemiológica 9 de 2026, o município de Feijó registrou nove mortes por SRAG, sendo seis delas entre pessoas indígenas, conforme os dados da vigilância epidemiológica estadual.
Nos anos anteriores, o maior impacto foi registrado em outros municípios. Em 2025, Rio Branco concentrou a maior parte das mortes, enquanto em 2024 os casos foram mais expressivos em Rio Branco e Cruzeiro do Sul.
Monitoramento da doença
A Secretaria de Saúde aponta que a melhoria na identificação das causas das mortes está relacionada ao fortalecimento da vigilância da SRAG nos hospitais, com intensificação da notificação imediata dos casos e coleta de amostras para exames laboratoriais por RT-PCR.
Esse monitoramento permite identificar com maior precisão os vírus responsáveis pelos quadros respiratórios graves, contribuindo para orientar as estratégias de prevenção e resposta do sistema de saúde.








