Pouco mais da metade da população ocupada no Acre possui vínculo formal de trabalho. O estado aparece na 17ª posição no ranking nacional de formalidade, com 54% dos trabalhadores em empregos com carteira assinada ou enquadrados nas regras formais, segundo dados do Ranking de Competitividade dos Estados 2025.
O levantamento, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) com base em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), considera a proporção de pessoas com emprego formal em relação ao total de ocupados com 14 anos ou mais.
Na metodologia, entram como trabalhadores informais aqueles sem carteira assinada, empregadores ou autônomos sem CNPJ, além de trabalhadores familiares auxiliares.
Posição no Norte
No recorte regional, o Acre aparece atrás de Rondônia (14º) e Amapá (15º), mas à frente de Roraima (18º) e Amazonas (23º). O dado indica que, embora mais da metade dos trabalhadores tenha vínculo formal, ainda há uma parcela significativa em situação de informalidade.
Comparação nacional
O ranking nacional é liderado por Santa Catarina, com 73,3% de formalização, seguido pelo Distrito Federal e São Paulo. Na outra ponta, o Pará ocupa a última colocação, com 43,2%.
Segundo o CLP, o indicador faz parte do pilar de Capital Humano e avalia a qualidade das relações de trabalho nos estados. Quanto maior a formalização, maior tende a ser o acesso a direitos trabalhistas, proteção social e estabilidade de renda.
O estudo também aponta que estados com maior competitividade econômica costumam apresentar índices mais elevados de formalidade no mercado de trabalho.






