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Acre tem média de 68% de cobertura vacinal contra influenza e nenhum município alcança meta nacional

Acre tem média de 68% de cobertura vacinal contra influenza e nenhum município alcança meta nacional

Foto: Júnior Aguiar/Sesacre

A cobertura vacinal contra influenza no Acre segue abaixo da meta recomendada pelo Ministério da Saúde em todos os municípios, segundo dados do Boletim Epidemiológico das Síndromes Respiratórias divulgado nesta sexta-feira, 13, pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). O levantamento mostra que nenhuma cidade alcançou o índice mínimo entre os grupos prioritários, crianças, gestantes e idosos.

De acordo com o boletim, a média de cobertura vacinal no estado está em torno de 68%, abaixo do percentual preconizado pelo Ministério da Saúde, que é de 98% para os grupos prioritários.

Os dados fazem parte do monitoramento das síndromes respiratórias no estado, que também aponta aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas primeiras semanas de 2026.

Municípios com maior cobertura

Mesmo sem atingir a meta estabelecida, alguns municípios apresentam índices mais altos de vacinação quando comparados ao restante do estado.

Segundo o boletim, Porto Walter e Jordão aparecem entre as cidades com maiores taxas de cobertura vacinal.

Entre os municípios mais populosos, os percentuais seguem baixos. Em Rio Branco, por exemplo, a cobertura vacinal entre crianças está em 6,54%, entre gestantes 11,89% e entre idosos 7,42%.

Outros municípios também apresentam índices reduzidos. Em Cruzeiro do Sul, a cobertura é de 9,41% entre crianças, 22,10% entre gestantes e 7,99% entre idosos. Já em Sena Madureira, os percentuais são 15,44% para crianças, 19,43% para gestantes e 16,34% entre idosos.

Relação com o aumento de casos respiratórios

O cenário de baixa cobertura vacinal ocorre em um momento em que o Acre registra aumento nos casos graves de doenças respiratórias.

O boletim epidemiológico da Sesacre aponta que o estado contabilizou 536 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas primeiras semanas de 2026, número superior ao registrado no mesmo período de anos anteriores.

Entre os vírus respiratórios identificados nas análises laboratoriais estão influenza A, vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus, agentes associados a quadros como pneumonia, bronquite e bronquiolite, que podem evoluir para formas mais graves da doença.

A Secretaria de Saúde reforça que a vacinação continua sendo uma das principais estratégias de prevenção contra complicações causadas pelos vírus respiratórios, especialmente entre pessoas mais vulneráveis, como crianças, idosos e pacientes com doenças crônicas.

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