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Atuar em um ambiente historicamente dominado por homens nunca foi simples, mas desistir também nunca foi uma opção para a árbitra acreana Roseane Amorim. A profissional construiu sua trajetória na arbitragem enfrentando críticas, desafios e a necessidade constante de provar sua capacidade dentro de campo.
Neste Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo, 8, o portal A GAZETA conversou com Roseane sobre os obstáculos enfrentados ao longo da carreira e sobre a importância da presença feminina em áreas ainda majoritariamente masculinas, como a arbitragem no futebol.
Formada em Educação Física pela Universidade Federal do Acre (Ufac), Roseane conta que o interesse pela arbitragem surgiu ainda durante a faculdade, após um convite de um professor para se especializar na área. Em 2009, ela concluiu a formação e apitou sua primeira partida oficial, um jogo da categoria sub-15.
“De repente, peguei uma escala e me apaixonei. Minha primeira partida foi um jogo sub-15. Na época, por causa das críticas, pensei até em desistir. Mas segurei firme, fui me acostumando com os jogos, ganhando confiança a cada apito e segui e hoje estou aqui.”, relata Roseane Amorim.
Segundo dados da Federação de Futebol do Acre, atualmente apenas cinco mulheres atuam como árbitras no estado. Embora o espaço não seja oficialmente restrito para mulheres, o número de profissionais femininas na arbitragem ainda é pequeno.

Desafios dentro de campo
Segundo a profissional, o principal desafio ao longo da carreira foi atuar em um ambiente predominantemente masculino. Em muitos momentos, ela precisou demonstrar competência e firmeza para conquistar respeito dentro de campo.
“Os desafios de ser mulher em um ambiente predominantemente masculino são grandes. É difícil, principalmente até conquistar a própria confiança e também a confiança dos atletas, especialmente em competições maiores”, conta a profissional.
Sonho na arbitragem
Para Roseane, seu objetivo é ser reconhecida, um dia, pela federação nacional e comandar grandes jogos.
“Dentro da arbitragem, o nosso maior sonho sempre é chegar à Série A, né? Conquistar um escudo da Fifa. Hoje eu estou com 37 anos, então sei que pode ser um pouco mais difícil alcançar o escudo Fifa. Mas, o grande sonho mesmo é pegar uma série A.”, conta Roseane.

Incentivo para outras mulheres
Para a árbitra, o futebol também é um espaço que pode e deve ser ocupado por mulheres. Ela acredita que a presença feminina no esporte contribui para ampliar perspectivas e fortalecer a diversidade dentro do ambiente esportivo.
“Eu daria o conselho para que elas enfrentem isso sempre de cabeça erguida, exigindo respeito. Porque o futebol não é um mundo exclusivamente masculino. Nós também temos o direito de estar e de sermos incluídas nesse meio.”, aconselha a profissional.








