Neste Dia Internacional da Mulher, 8 de março, a história de uma acreana centenária ganha destaque como exemplo de força que atravessa gerações. Parã Banu Bake Huni Kuĩ, integrante do povo Huni Kuin, viveu mais de 130 anos, tornando-se uma das mulheres com maior longevidade registradas na Amazônia e um arquivo vivo da cultura indígena.
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A trajetória de Parã foi resgatada em uma homenagem especial conduzida por Rayssa Alves e Juliana Pejon, proprietárias da marca Made In Acre. No relato, elas narram como a vida da indígena foi pautada pela sabedoria da floresta, pela resistência diante das transformações do tempo e pelo cuidado contínuo com a terra e com seu povo.
Legado e cultura
Mais do que um registro de idade avançada, a história de Parã representa a memória viva de um Acre ancestral. Ela é descrita como uma mulher de fibra, que carregava em si os segredos das plantas, os cantos tradicionais e a resiliência necessária para manter viva a identidade de sua etnia.
A homenagem reforça que o papel das mulheres indígenas é fundamental para a preservação do meio ambiente e para a transmissão de conhecimentos que garantem a sobrevivência cultural das comunidades amazônicas.
“Sua história carrega a sabedoria da floresta e a força das mulheres da Amazônia”, destacou a publicação da Made In Acre.
Reconhecimento
A celebração deste 8 de março serve para lembrar que o protagonismo feminino no Acre também está enraizado nas aldeias, onde mulheres como Parã Banu Bake foram pilares de famílias e guardiãs de uma herança espiritual e cultural incalculável.








