Cada vez mais presente nas ruas de Rio Branco, o transporte de passageiros por motocicletas solicitadas por aplicativos pode passar a ter regras específicas no município. É que um projeto de lei aprovado pelos vereadores nesta semana estabelece normas para funcionamento da atividade, definindo exigências para condutores, motocicletas, plataformas digitais e também direitos dos usuários.
O texto ainda depende da sanção do prefeito Tião Bocalom para entrar em vigor. Caso seja sancionada, a nova lei vai regulamentar oficialmente o serviço de transporte individual privado de passageiros por motocicletas intermediado por aplicativos ou outras plataformas digitais na capital acreana.
A proposta complementa a legislação municipal já existente sobre transporte por aplicativos, mas cria regras específicas para a modalidade realizada com motocicletas.
A seguir, veja ponto a ponto como funcionará a nova regulamentação.
O que a lei regulamenta
A legislação trata do transporte individual privado de passageiros por motocicletas solicitado por aplicativos ou plataformas digitais dentro do município de Rio Branco.
A proposta busca organizar o serviço, estabelecer critérios de segurança e definir responsabilidades para quem presta e para quem utiliza o transporte.
Regras para quem quiser trabalhar como moto aplicativo
Caso a lei seja sancionada, os condutores precisarão cumprir alguns requisitos obrigatórios:
-
Ter CNH categoria A com observação de atividade remunerada (EAR);
-
Ter no mínimo 21 anos de idade;
-
Apresentar certidão negativa de antecedentes criminais;
-
Realizar curso especializado, conforme exigências do Conselho Nacional de Trânsito (Contran);
-
Obter duas credenciais junto à prefeitura:
-
uma vinculada ao condutor
-
outra vinculada à motocicleta
-
Essas credenciais deverão ser renovadas anualmente junto ao órgão municipal competente.
Exigências para as motocicletas
A lei também define critérios para os veículos utilizados no serviço.
As motocicletas deverão:
-
Estar registradas, licenciadas e emplacadas em Rio Branco;
-
Ter no máximo oito anos de fabricação;
-
Estar em conformidade com as normas de segurança do Contran.
Entre os itens obrigatórios estão:
-
capacete
-
colete
-
faixas refletivas
O condutor também deverá fornecer capacete ao passageiro sem custo adicional.
Regras para os aplicativos
As empresas responsáveis pelas plataformas digitais também terão obrigações caso a lei entre em vigor.
Entre elas:
-
Registro e licenciamento junto à Prefeitura de Rio Branco;
-
Seguro de acidentes pessoais para passageiros e motociclistas;
-
Garantir que apenas condutores e motos regularizados estejam cadastrados;
-
Compartilhar dados das viagens com o poder público, quando solicitado, respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Direitos dos passageiros
A lei também define direitos para quem utiliza o serviço:
-
Escolher o condutor pelo aplicativo;
-
Ser informado previamente sobre o valor da corrida;
-
Cancelar a corrida sem custo antes do início da viagem, conforme regras da plataforma.
Deveres dos passageiros
Os usuários também terão responsabilidades ao utilizar o serviço:
-
Usar corretamente os equipamentos de segurança, como o capacete;
-
Respeitar o condutor e as normas de trânsito durante o trajeto.
Formalização dos moto aplicativos
O projeto também prevê a possibilidade de formalização dos profissionais.
Os condutores poderão:
-
se registrar como Microempreendedor Individual (MEI);
-
ou se organizar em associações sem fins lucrativos.
Essas associações poderão representar coletivamente os profissionais em negociações com aplicativos ou órgãos públicos.
Incentivos previstos
A legislação também abre possibilidade para incentivos à categoria.
Entre as medidas previstas:
-
concessionárias poderão oferecer condições especiais para compra de motocicletas e equipamentos;
-
a prefeitura poderá criar programas de incentivo ou subsídios, conforme disponibilidade orçamentária.
Como será a fiscalização
A fiscalização ficará a cargo dos órgãos municipais competentes.
O descumprimento das regras poderá resultar em penalidades como:
-
advertência
-
multa
-
suspensão temporária da atividade
-
cancelamento da credencial de transporte.
Quando a lei passa a valer
Apesar de já ter sido aprovada pelos vereadores, a lei ainda precisa ser sancionada pelo prefeito Tião Bocalom.
Caso seja sancionada, o texto entra em vigor a partir da publicação oficial, passando a regulamentar o transporte por moto aplicativo em Rio Branco.








