O mês de fevereiro de 2026 registrou chuva muito abaixo da média em Rio Branco e na maior parte do Acre. Segundo publicação feita neste domingo, 1º, pelo pesquisador meteorológico Davi Friale, a capital acumulou apenas 118,2 milímetros de chuva, o que representa 39,5% da média histórica do mês, que é de 298,9 mm, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
De acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA), cuja estação fica às margens do Rio Acre, o volume foi ainda menor: 105,4 mm, equivalente a 35,3% da média de fevereiro. No aeroporto da capital, o acumulado foi de 40,7 mm.
Além do baixo volume, fevereiro teve 14 dias com chuva igual ou superior a 1,0 mm em Rio Branco, abaixo da média histórica de 17 dias.
Temperaturas no Acre e no Brasil
A menor temperatura registrada no Acre em fevereiro foi 21,2ºC, em Epitaciolândia, enquanto em Rio Branco o menor registro foi 21,7ºC. A maior temperatura no estado chegou a 34,1ºC, registrada na capital no dia 7.
No Brasil, a maior temperatura do mês foi 40,4ºC, em Caicó (RN), no dia 1º. Já a menor foi 7,6ºC, em Delfim Moreira (MG), no dia 16.
Entre as capitais, o maior registro foi 39,5ºC, no Rio de Janeiro (Marambaia), no dia 1º, enquanto a menor temperatura foi 13,8ºC, em Brasília (Águas Emendadas), no dia 13.
Chuvas intensas
No Acre, o maior acumulado de chuva em 24 horas no mês foi 125,0 mm, em Sena Madureira, no dia 14. No Brasil, o maior volume em 24 horas foi 204,6 mm, em Paraty (RJ), no dia 27.
Em Rio Branco, o maior acumulado em 24 horas foi 27,6 mm, no dia 6. No ano, o maior volume em 24 horas na capital foi 81,0 mm, registrado em 12 de janeiro.
Ventos e umidade
O vento mais forte registrado em Rio Branco em fevereiro foi de 61,1 km/h, no aeroporto da capital, no dia 10, sendo também o mais intenso do ano até o momento. Na estação automática, a maior velocidade foi 40 km/h, no mesmo dia.
A menor umidade relativa do ar registrada na capital no mês foi 47%, também no dia 7.
Problemas em estações meteorológicas
Friale também destacou falhas no funcionamento de estações meteorológicas no estado. Em Feijó, a estação do Inmet deixou de funcionar em novembro de 2025, retornou parcialmente em janeiro, mas sem registrar umidade relativa do ar.
Em Cruzeiro do Sul, houve interrupções ao longo de janeiro e fevereiro. Já em Epitaciolândia, a estação funciona de forma precária desde janeiro de 2025 e deixou de operar totalmente em 8 de fevereiro.








