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Mandioca, feijão e pão puxam alta e cesta básica chega a R$ 570 em Rio Branco

Mandioca, feijão e pão puxam alta e cesta básica chega a R$ 570 em Rio Branco

O custo da cesta básica voltou a subir em Rio Branco e chegou a R$ 570,27 por pessoa em fevereiro de 2026, com aumento puxado principalmente por alimentos como mandioca, feijão e pão, segundo relatório divulgado nesta quarta-feira, 18.

O valor representa uma alta de 2,12% em relação a janeiro, quando a cesta custava R$ 558,40, mantendo a tendência de pressão sobre os itens essenciais de alimentação.

Entre os 14 produtos que compõem a cesta básica alimentar, 10 registraram aumento de preço no período, com destaque para itens presentes no consumo diário.

A mandioca teve uma das maiores elevações, passando de R$ 34,77 para R$ 37,60. O feijão também apresentou aumento significativo, saindo de R$ 27,93 para R$ 29,92. Já o pão registrou alta expressiva, passando de R$ 83,85 para R$ 87,30.

Outros itens também contribuíram para o aumento, como a farinha de mandioca, que subiu de R$ 15,96 para R$ 16,81, e a carne, que passou de R$ 59,89 para R$ 60,74. Produtos como leite, tomate e banana também tiveram variações positivas no período.

O que ficou mais barato

Apesar da alta predominante, alguns produtos apresentaram redução de preço e ajudaram a amenizar o aumento geral da cesta.

O óleo foi o item com maior queda, passando de R$ 7,75 para R$ 7,11. O açúcar também teve redução, de R$ 11,54 para R$ 11,32, assim como o café, que caiu de R$ 41,64 para R$ 41,21.

Impacto no tempo de trabalho

Com o aumento no custo dos alimentos, o tempo necessário de trabalho para adquirir a cesta básica também aumentou.

Em fevereiro, um trabalhador precisou de aproximadamente 77 horas e 23 minutos de trabalho para comprar apenas a cesta alimentar, o que representa um acréscimo de 1 hora e 36 minutos em relação ao mês anterior.

O cálculo considera um trabalhador com salário mínimo de R$ 1.621 e jornada mensal de 220 horas.

Peso no salário mínimo

Quando somadas as três cestas básicas, alimentação, limpeza doméstica e higiene pessoa, o custo total chega a R$ 681,70 por pessoa.

Esse valor compromete cerca de 42,1% do salário mínimo bruto de um trabalhador, evidenciando o peso dos itens básicos no orçamento mensal.

Tendência recente

O levantamento também mostra que, nos últimos meses, o custo das cestas básicas tem apresentado oscilações, com destaque para a cesta alimentar, que segue como principal responsável pelas variações.

Nos últimos seis meses, o custo total das cestas acumulou aumento de 1,73%, com influência direta das altas em alimentos essenciais.

De acordo com o relatório, a alta de produtos como feijão está relacionada à redução na oferta e dificuldades na produção. Já a valorização da carne é influenciada pela menor disponibilidade de animais para abate e pelo desempenho das exportações.

Por outro lado, a queda no preço do óleo está associada ao excesso de oferta e à desvalorização do dólar, enquanto o açúcar e o café tiveram redução devido à menor demanda e perspectivas de aumento na produção.

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