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Márcio Bittar se emociona ao falar do pai durante inauguração do viaduto: “Vai ficar para a história”

Márcio Bittar se emociona ao falar do pai durante inauguração do viaduto: “Vai ficar para a história”

Foto: Juan Vicent Diaz

A inauguração do viaduto Mamédio Bittar foi marcada por emoção durante a fala do senador Márcio Bittar, que relembrou a trajetória do pai homenageado e a história da própria família no Acre. A declaração foi feita nesta sexta-feira, 20, durante a solenidade em Rio Branco. O senador destacou o significado pessoal da obra. “É uma emoção muito grande”, afirmou.

Bittar relembrou momentos vividos ao lado do irmão, ao mencionar o início da construção do viaduto. “A última vez que o Mauro pôde vir a Rio Branco, ele já sabia que o câncer tinha voltado, que infelizmente era incurável, mas teve a oportunidade de vir comigo aqui no começo da obra. Os pilares estavam levantados e ele pôde ver o início dessa construção”, disse.

O senador também associou a homenagem à memória do pai, que dá nome à estrutura. “Por último, a emoção de lembrar do meu pai. Eu trafeguei por essa avenida aqui, que nem era avenida. A gente atolava aqui quando eu era criança”, relatou.

Segundo ele, a escolha do nome foi motivo de surpresa. “O Bocalom me surpreende oferecendo o nome do meu pai ao viaduto. Vai ficar para o resto da vida, vai ficar para a história”, afirmou, em referência ao prefeito Tião Bocalom.

Bittar ressaltou que a homenagem ultrapassa o âmbito familiar e representa a história de milhares de pessoas que contribuíram para a formação do estado. “A homenagem ao meu pai é, na verdade, uma homenagem a todos os brasileiros que vieram para cá, desde o primeiro ciclo da borracha, passando pelo segundo e pelo terceiro ciclo, do qual o meu pai é fruto”, declarou.

Ele também destacou o papel dos trabalhadores na construção do Acre. “É uma homenagem a todos os desbravadores que vieram para cá com muita luta, com muita resiliência e fizeram com que esse pedaço de chão hoje fosse a nossa terra”, disse.

Ao comentar o impacto da obra, o senador ressaltou que o viaduto vai além da mobilidade urbana. “Além de melhorar o trânsito da cidade, eterniza o legado do meu pai”, afirmou.

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