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MEC proíbe Uninorte de receber novos alunos em Medicina após baixo desempenho em avaliação nacional

MEC proíbe Uninorte de receber novos alunos em Medicina após baixo desempenho em avaliação nacional

Foto: Arquivo

O Centro Universitário Uninorte, em Rio Branco, está entre as instituições atingidas por medidas do Ministério da Educação (MEC) após desempenho considerado insatisfatório no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025.

A decisão foi publicada por meio de portaria nesta terça-feira, 17, no Diário Oficial da União, e determina a abertura de processo de supervisão no curso de Medicina da instituição.

O que motivou a medida

A Uninorte foi enquadrada no grupo de cursos com Conceito Enade 1, o nível mais baixo da avaliação. O Enamed é uma avaliação anual aplicada pelo MEC, por meio do Inep, para medir a qualidade da formação médica no país.

Na edição de 2025, divulgada em janeiro, 107 dos 351 cursos avaliados obtiveram notas 1 e 2, consideradas insatisfatórias. As medidas mais rígidas foram aplicadas a cursos com conceito 1 e menos de 30% dos estudantes com desempenho considerado adequado.

Medidas aplicadas

No caso das instituições com pior desempenho, como a Uninorte, as sanções incluem:

As ações têm como objetivo corrigir falhas na formação e garantir a qualidade do ensino médico no país.

Outras instituições afetadas

Além da Uninorte, outras instituições também foram incluídas na lista do MEC, como a Universidade Estácio de Sá (campus Angra dos Reis), União das Faculdades dos Grandes Lagos, Centro Universitário de Adamantina, Faculdade de Dracena, Centro Universitário Alfredo Nasser e Faculdade Metropolitana.

O que acontece agora

Com a abertura do processo de supervisão, os cursos passam a ser acompanhados pelo MEC e podem ter que adotar medidas corretivas para melhorar o desempenho acadêmico.

Dependendo da evolução, as restrições podem ser mantidas ou revistas, conforme a regularização das falhas identificadas na formação dos estudantes.

A Uninorte não se manifestou sobre o caso até última atualização desta reportagem.

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