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MPAC batiza sala de acolhimento do Centro de Atendimento à Vítima em homenagem a Moisés Alencastro

MPAC batiza sala de acolhimento do Centro de Atendimento à Vítima em homenagem a Moisés Alencastro

Foto: Felipe Freire/Secom

O final da manhã desta terça-feira, 17, foi marcado por uma mistura de saudade e compromisso institucional na sede do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC). Em um ato carregado de simbolismo, o procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque, assinou a denominação da sala de acolhimento do Centro de Atendimento à Vítima (CAV) como Sala Moisés Alencastro.

A homenagem ocorre em uma data emblemática: o dia em que o servidor, assassinado em dezembro do ano passado, completaria 60 anos de idade. Mais do que uma placa na parede, a iniciativa busca perpetuar o legado de um profissional que dedicou a vida à defesa da dignidade humana e das minorias.

Durante a cerimônia, o tom das falas convergiu para um ponto central: o enfrentamento aos crimes de ódio. Para a cúpula do MPAC, a escolha do CAV para levar o nome de Moisés não foi por acaso. O centro é a porta de entrada para quem busca amparo após violações de direitos, exatamente o campo onde o servidor atuava com excelência.

“A história de Moisés é marcada pelo acolhimento e pelo enfrentamento aos crimes de ódio em nosso estado. Este momento simbólico tem o propósito de manter viva a chama da vida que ele representou”, destacou o procurador-geral Oswaldo D’Albuquerque.

MPAC batiza sala de acolhimento do Centro de Atendimento à Vítima em homenagem a Moisés Alencastro
Foto: Diego Negreiros

A corregedora-geral, Patrícia de Amorim Rêgo, enfatizou que a homenagem é um pilar da “Justiça em todas as suas dimensões”. Segundo ela, o trabalho da instituição agora se divide em três frentes em relação ao caso: a responsabilização criminal, a preservação da memória e a prevenção para que novos episódios de intolerância não se repitam.

A coordenadora do CAV, promotora Bianca Bernades, reforçou que o espaço seguirá a diretriz humanizada que era marca registrada de Moisés. “A perda nos afeta pessoalmente e reforça a necessidade de garantir que isso não aconteça com outras vidas”, pontuou.

Vozes de amizade e respeito

O evento reuniu diversos membros da instituição, como o procurador Sammy Barbosa Lopes e a ouvidora-geral Kátia Rejane, que compartilharam memórias sobre a trajetória do colega. O consenso entre os presentes é que, ao nomear a sala de acolhimento, o MPAC transforma o luto em uma sentinela permanente contra o preconceito, garantindo que a “luz” de Moisés — como citada pelos colegas — continue guiando o atendimento às vítimas no estado.

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