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MPAC presta homenagem a Moisés Alencastro e inaugura sala de acolhimento com nome de servidor

MPAC presta homenagem a Moisés Alencastro e inaugura sala de acolhimento com nome de servidor

Moisés Alencastro (Foto: Cedida)

Em um gesto que une memória, justiça e reconhecimento, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) realiza, nesta terça-feira, 17, uma homenagem póstuma ao servidor Moisés Alencastro. O procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, assina o ato que denomina a sala de acolhimento do Centro de Atendimento à Vítima (CAV) como Sala Moisés Alencastro.

A solenidade, marcada para as 14h30, carrega um simbolismo profundo: hoje, Moisés completaria mais um ano de vida. Dedicado integrante da equipe do CAV, o servidor foi brutalmente assassinado em dezembro do ano passado, deixando um legado de compromisso no suporte a pessoas em situação de vulnerabilidade.

A iniciativa do MPAC busca eternizar a trajetória de Moisés no órgão auxiliar onde atuava diretamente no amparo a vítimas. Para a instituição, a nomeação do espaço não é apenas um tributo formal, mas um reforço à importância do trabalho humanizado desenvolvido pelo centro.

“Esta homenagem é um gesto de memória, respeito e reconhecimento por sua dedicação e legado”, destaca a administração do Ministério Público.

Justiça e combate ao preconceito

Enquanto a instituição celebra a vida e o trabalho do servidor, o processo judicial sobre sua morte avança com contornos rigorosos. A procuradora-geral de Justiça, Patrícia Rêgo, e o promotor Efraim Mendoza Filho esclareceram que a denúncia apresentada contra os dois acusados aponta a homofobia como o elemento central do crime.

Segundo o Ministério Público, os réus foram denunciados por homicídio qualificado por motivo torpe, fundamentado justamente no preconceito contra a orientação sexual da vítima. O promotor Efraim Mendoza Filho explicou que a brutalidade e a intensidade da agressão são características recorrentes em crimes motivados por discriminação. Além do motivo torpe (homofobia), os acusados respondem por meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, somados ao furto do veículo e do celular de Moisés.

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