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MPF aciona Justiça e cobra reforma urgente da agência do INSS em Rio Branco por condições precárias

MPF aciona Justiça e cobra reforma urgente da agência do INSS em Rio Branco por condições precárias

A situação estrutural da Agência da Previdência Social de Rio Branco motivou o Ministério Público Federal (MPF) a ingressar com uma ação civil pública, com pedido de urgência, para obrigar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a realizar uma reforma completa no prédio. A medida foi adotada após inspeções técnicas identificarem problemas considerados graves e persistentes.

Segundo o MPF, a unidade apresenta condições precárias, insalubres e inseguras, com riscos tanto para usuários quanto para servidores.

Problemas estruturais e sanitários

Relatórios técnicos citados na ação apontam infiltrações, presença de mofo, rachaduras e instalações elétricas irregulares, além de risco de incêndio. Também foram identificados equipamentos danificados e sistemas instáveis, que comprometem o atendimento ao público.

Outros problemas incluem banheiros interditados ou sem condições de uso, falhas na climatização, ausência de acessibilidade para pessoas com deficiência e condições sanitárias inadequadas, com risco biológico e presença de pragas.

De acordo com o MPF, a situação afeta diretamente os segurados, especialmente idosos, pessoas com deficiência e moradores de áreas rurais que dependem do serviço.

Notificações sem solução

A ação aponta que o INSS já foi notificado por órgãos como Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros e autoridades municipais, mas não teria adotado medidas efetivas para resolver os problemas.

Mesmo após autos de infração e prazos para adequação, novas vistorias constataram a permanência das irregularidades, o que, segundo o MPF, demonstra omissão administrativa.

O órgão também cita que situações semelhantes já exigiram intervenção judicial anterior para garantir a conservação de outros imóveis públicos no estado.

Pedido à Justiça

Para o MPF, manter a agência nessas condições viola direitos fundamentais, como saúde, dignidade e acessibilidade, além de comprometer a qualidade do serviço prestado.

Na ação, o órgão pede que a Justiça determine, em caráter de urgência, a regularização completa da unidade, com reformas estruturais e sanitárias, adequação das instalações elétricas e de climatização, garantia de acessibilidade e melhoria da infraestrutura tecnológica.

Também é solicitado que sejam asseguradas condições adequadas de segurança, manutenção predial e atendimento digno à população.

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