Professores da rede municipal fizeram uma manifestação em frente à Prefeitura de Rio Branco na manhã desta terça-feira, 10, para cobrar respostas da gestão municipal sobre reivindicações da categoria. Entre as pautas apresentadas estão melhorias nas condições de trabalho nas escolas e reposição salarial.
A professora Rosária Solon Paz, da Escola Mário Lobão, afirmou que as demandas apresentadas pelos profissionais da educação se repetem há anos e, segundo ela, não tiveram avanços nas negociações com a prefeitura.
“As reivindicações são as mesmas de anos anteriores. Desde que a prefeitura assumiu a administração, nós estamos lutando por melhoria na qualidade das condições de trabalho”, declarou.
Segundo a professora, muitas unidades de ensino enfrentam problemas estruturais e falta de materiais pedagógicos. “As escolas estão bem deterioradas, anos sem material. O mérito escolar está um caos”, afirmou.
Reposição salarial
A categoria também cobra reposição salarial. De acordo com Rosária, os professores acumulam perdas no piso da carreira. “Nós estamos com uma perda de mais de 15% do nosso piso salarial. Então nós precisamos de reposição nos nossos salários”, disse.
Ela relatou que o sindicato da categoria negocia com a gestão municipal desde o ano passado, mas afirma que ainda não houve apresentação de proposta oficial.
“A gente vem negociando desde o ano passado. Ficou um indicativo para eles darem uma proposta para a gente e até hoje essa proposta não veio”, afirmou.
Nova paralisação
A professora também disse que uma reunião prevista para esta terça-feira não ocorreu como esperado. “Hoje, por exemplo, não fomos recebidos pelo secretário, que tinha combinado de receber o sindicato e trazer uma contraproposta, e isso não aconteceu”, declarou.
Diante da ausência de resposta, a categoria decidiu realizar uma nova mobilização no dia 17. “Decidimos hoje que vamos parar de novo no dia 17, porque as nossas reivindicações não foram atendidas hoje”, afirmou.
Segundo Rosária, a paralisação tem o objetivo de pressionar a prefeitura a apresentar uma resposta às demandas dos professores. “Na terça-feira vai ser para que a gente obtenha essa resposta. A gente vai pressionar mais”, concluiu.








