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Protesto por salários atrasados ameaça bloquear pontes entre Brasil e Bolívia na fronteira do Acre

Protesto por salários atrasados ameaça bloquear pontes entre Brasil e Bolívia na fronteira do Acre

O protesto bloqueou a passagem entre os paises. Foto: Reprodução

Uma mobilização de servidores públicos e sindicalistas do departamento de Pando, na Bolívia, mantém em alerta a região de fronteira com o Acre nesta sexta-feira, 13. O movimento reúne trabalhadores em Cobija, cidade boliviana que faz divisa com Brasiléia e Epitaciolândia, e cobra do governo boliviano o pagamento de salários atrasados há mais de três meses.

Os manifestantes se concentraram nas proximidades das pontes internacionais que ligam os dois países, estruturas consideradas essenciais para a circulação diária de moradores, estudantes e trabalhadores da região. Apesar da convocação inicial para bloqueio das pontes, o trânsito de veículos segue liberado até o momento.

Os sindicatos que organizam o protesto afirmam que aguardam a chegada do ministro da Economia da Bolívia a Cobija, quando deve ocorrer uma rodada de negociações com representantes do governo.

Cobrança por salários atrasados

De acordo com os trabalhadores, servidores públicos do departamento de Pando enfrentam atrasos salariais superiores a três meses, situação que motivou a mobilização na fronteira.

A estratégia do movimento é pressionar o governo boliviano a apresentar uma solução concreta para regularizar os pagamentos. Caso não haja avanço nas negociações, os manifestantes não descartam iniciar o bloqueio das pontes internacionais por tempo indeterminado.

A proposta discutida entre os sindicatos prevê, inicialmente, interdição parcial das estruturas, permitindo apenas a passagem de pedestres e impedindo a circulação de veículos entre Brasil e Bolívia.

Impacto na rotina da fronteira

As pontes internacionais que conectam Brasiléia, Epitaciolândia e Cobija são utilizadas diariamente por moradores que vivem em um país e trabalham ou estudam no outro.

Diante da possibilidade de bloqueio, alguns brasileiros que precisam atravessar a fronteira já começaram a adotar medidas preventivas. Estudantes de medicina que cursam graduação em universidades de Cobija, por exemplo, têm optado por fazer a travessia a pé, evitando o risco de ficar com veículos retidos do lado boliviano.

Segurança e negociação

A mobilização também é acompanhada por agentes da polícia boliviana, que permanecem nas proximidades das pontes para garantir a ordem e evitar conflitos entre manifestantes, motoristas e moradores da região.

A expectativa dos trabalhadores é que a presença do ministro da Economia em Cobija permita abrir diálogo com os sindicatos e apresentar uma proposta para quitar os salários atrasados, o que poderia evitar o bloqueio das principais vias de ligação entre Brasil e Bolívia na região do Alto Acre.

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