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Quase metade das mortes violentas do Acre ocorre em Rio Branco, aponta painel do MPAC

Quase metade das mortes violentas do Acre ocorre em Rio Branco, aponta painel do MPAC

Rio Branco concentrou quase metade das mortes violentas intencionais registradas no Acre em 2025, segundo dados do Painel de Acompanhamento de Mortes Violentas Intencionais (MVI) do Ministério Público do Estado (MPAC).

De acordo com o levantamento, 91 das 189 mortes violentas registradas no estado ocorreram na capital, o que representa 48,15% de todos os casos contabilizados ao longo do ano.

O número coloca Rio Branco com uma concentração de violência letal significativamente maior que a registrada nos demais municípios acreanos. O segundo município com maior número de casos é Cruzeiro do Sul, com 23 mortes, o equivalente a 12,17% do total estadual.

Na sequência aparecem Epitaciolândia, com 9 ocorrências, e os municípios de Assis Brasil, Feijó e Tarauacá, cada um com 7 mortes violentas registradas no período.

Outras cidades também aparecem no levantamento, mas com números menores. Brasiléia, Mâncio Lima e Senador Guiomard tiveram 6 casos cada, enquanto Sena Madureira registrou 5 ocorrências.

Já municípios como Xapuri, Bujari, Capixaba, Jordão, Manoel Urbano, Marechal Thaumaturgo, Plácido de Castro, Porto Acre, Porto Walter e Rodrigues Alves aparecem com dois ou três registros ao longo do ano.

O painel também mostra que, apesar da forte concentração na capital, o conjunto dos municípios do interior ainda supera Rio Branco em número total de casos. Somados, os demais municípios acreanos registraram 98 mortes violentas, o que representa 51,85% do total estadual.

Os dados fazem parte do sistema de monitoramento mantido pelo Ministério Público do Acre, que reúne informações da Polícia Civil e de órgãos de segurança pública para acompanhar a evolução da violência letal no estado.

No indicador utilizado pelo MPAC, são consideradas Mortes Violentas Intencionais (MVI) ocorrências como homicídio doloso, feminicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte, que compõem os principais indicadores de violência utilizados em estudos de segurança pública.

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