O novo Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta sexta-feira, 6, acende um sinal de alerta para a saúde pública no Acre. O estado e a capital, Rio Branco, foram classificados com nível de atividade de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em patamares de alerta, risco ou alto risco, após registrarem crescimento sustentado nas internações nas últimas seis semanas.
Diferente de outros estados onde o rinovírus (comum em idade escolar) é o principal vilão, o Acre apresenta um cenário específico: o aumento de casos de SRAG em crianças de até 2 anos associado ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O VSR é uma das principais causas de infecções das vias respiratórias e pulmões em bebês, podendo evoluir para quadros graves de bronquiolite e pneumonia.
Rio Branco em destaque negativo
A capital acreana aparece em uma lista restrita de 12 capitais brasileiras que apresentam sinal de crescimento de longo prazo e já estão em zona de perigo epidemiológico. A análise, referente à última semana de fevereiro, mostra que o sistema de saúde local já sente o reflexo do aumento das notificações.
Cenário nacional
Em 2026, o Brasil já notificou mais de 14 mil casos de SRAG. Entre os resultados laboratoriais positivos, o rinovírus lidera com 40% das ocorrências, seguido pela Influenza A (20%), Covid-19 (17%) e o VSR (13,6%). No entanto, quando se analisa os óbitos, a Covid-19 e a Influenza A continuam sendo as causas mais frequentes, reforçando a importância da vacinação em dia para os grupos de risco.
O Boletim InfoGripe funciona como um termômetro para o Sistema Único de Saúde (SUS), orientando estados e municípios na preparação de leitos e respostas rápidas a surtos sazonais.








