O avanço dos casos de síndrome respiratória no início de 2026 tem um perfil definido no Acre. O boletim semanal da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), com dados atualizados até 21 de fevereiro, detalha quais vírus estão sendo mais identificados nas amostras coletadas de pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no estado.
De acordo com o gráfico de distribuição dos vírus respiratórios identificados a partir das coletas de SRAG em 2026, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) lidera com 66 registros. Em seguida aparece o Rinovírus, com 46 casos, e a Influenza A, com 41 confirmações.
O levantamento ainda mostra 13 casos de Influenza A (H1N1) e outros 13 de Influenza A não subtipado. O SARS-CoV-2 também aparece com 13 registros no período analisado.

Os dados fazem parte do monitoramento das semanas epidemiológicas 01 a 07 e são provenientes das análises laboratoriais realizadas nas unidades de internação do estado.
Aumento nas hospitalizações por SRAG
O boletim aponta que janeiro e fevereiro de 2026 registraram discreto aumento nas hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), impulsionado principalmente pela circulação de Influenza A, Rinovírus e VSR.
Diferentemente da tendência de queda observada em boa parte do país, o Acre apresenta avanço nos casos graves de Influenza A quando comparado aos dados nacionais. O crescimento nas internações levou o estado a atingir nível de alerta no indicador geral de SRAG até a primeira semana de fevereiro, com maior impacto nas hospitalizações de crianças pequenas.
Municípios e grupos mais afetados
A distribuição dos casos de SRAG mostra que Rio Branco e Cruzeiro do Sul concentram o maior número de notificações no estado neste início de ano.
Em relação à faixa etária, os dados indicam que os quadros graves continuam mais frequentes entre crianças de 2 a 9 anos e idosos acima de 60 anos, grupos considerados mais suscetíveis à evolução da síndrome gripal (SG) para formas mais severas da doença.
O cenário reforça que, apesar da redução em alguns indicadores nacionais, o Acre mantém circulação ativa de múltiplos vírus respiratórios em 2026, com reflexos diretos nas internações hospitalares.








