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Caso Vasco-AC: defesa diz que jogadores presos por suspeita de estupro coletivo podem ser soltos a qualquer momento

Caso Vasco-AC: defesa diz que jogadores presos por suspeita de estupro coletivo podem ser soltos a qualquer momento

Foto: Reprodução

O caso dos quatro jogadores da Associação Desportiva Vasco da Gama (Vasco-AC), detidos sob acusação de estupro coletivo ocorrido na madrugada de 13 de fevereiro, entrou em uma fase decisiva.

Após a conclusão do inquérito policial e o envio do relatório final ao Judiciário, as defesas trabalham com a expectativa de que os alvarás de soltura sejam expedidos a qualquer momento, revertendo o cenário da semana passada, quando o Tribunal de Justiça negou o pedido de habeas corpus solicitado em favor dos atletas.

Atualmente, Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Matheus Silva, Brian Peixoto Henrique Iliziario e Alex Pires Júnior encontram-se custodiados no presídio de Senador Guiomard, no interior do Acre. A transferência da capital para a unidade do interior foi uma medida estratégica adotada com o intuito de preservar a integridade física dos jogadores, devido à natureza da acusação e à repercussão do caso.

Novos fatos e depoimentos

Em entrevista exclusiva ao portal A GAZETA, a defesa do atleta Alex Pires Júnior, o “Lekinho”, informou que a possibilidade de liberdade ganhou força com o fechamento do relatório da Polícia Civil. Segundo o advogado Robson Aguiar, a delegada responsável não viu indícios de crime de seu cliente, resultando no seu não indiciamento. Aguiar explica que a investigação separou as condutas dos envolvidos.

“O Alex sequer foi indiciado. A delegada concluiu o inquérito e não viu indícios de crime na conduta dele”, afirmou o advogado. O defensor explicou que o depoimento de uma das testemunhas foi fundamental para esclarecer os fatos: “Ele estava com uma jovem que em depoimento confirmou que tudo foi consensual. O Alex não teve nenhum contato com a outra jovem, que é quem faz a denúncia de estupro contra os outros rapazes”.

Aguiar salienta ainda que “embora o Ministério Público tenha se manifestado contra em um primeiro momento, estamos confiantes na decisão judicial. É uma prisão que já se tornou ilegal, causando danos graves à honra de um atleta que estava apenas exercendo sua profissão”.

Expectativa das defesas

A confiança na soltura também é compartilhada pelo advogado Atevaldo Santana, que representa Erick Serpa, Matheus Silva e Brian Peixoto. Mesmo após a negativa do colegiado na semana passada, Santana acredita que os novos elementos do inquérito são suficientes para a revogação das prisões.

“Nossa expectativa é de 90% de chance de que eles sejam colocados em liberdade ainda hoje. O ‘castelo de areia’ da acusação está desmoronando diante dos fatos apresentados”, declarou Santana.

À GAZETA, Santana informou que, assim que a liberdade for concedida, realizará uma fala coletiva com os atletas para repor a “verdade dos fatos”. “A imprensa que deu destaque à prisão deve ter a mesma responsabilidade ao noticiar que eles não foram indiciados ou que as provas são inexistentes”, completou.

Enquanto aguardam o despacho do juiz na Cidade da Justiça, as defesas acompanham os trâmites para evitar que questões burocráticas prolonguem a detenção em Senador Guiomard. O processo segue sob segredo de Justiça.

Relembre o caso

O crime teria ocorrido na madrugada de 13 de fevereiro, no alojamento da Associação Desportiva Vasco da Gama, em Rio Branco. Segundo a denúncia apresentada à Polícia Civil, duas mulheres foram ao local para um encontro que, inicialmente, seria consensual. No entanto, uma das jovens relatou ter sido submetida a atos sexuais sem consentimento por parte de quatro atletas, configurando o crime de estupro coletivo.

Os jogadores Erick Serpa, Matheus Silva, Brian Peixoto e Alex Pires foram presos preventivamente após o registro da ocorrência. O caso gerou forte repercussão no estado, especialmente após o clube manifestar apoio aos atletas durante partidas oficiais e anunciar a contratação do goleiro Bruno, o que intensificou os debates sobre a postura da instituição diante de acusações de violência contra a mulher.

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