O presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, que é irmão de Fábio Rueda, secretário da Representação do Governo do Acre em Brasília (Repac) e presidente do diretório municipal do partido em Rio Branco, passou a ser citado em meio a investigações que envolvem a negociação do Banco Master com o Banco de Brasília (BRB).
Segundo informações, Rueda afirmou a interlocutores que poderia ganhar bilhões com a concretização da venda da instituição financeira. O dirigente partidário teria se aproximado do empresário Daniel Vorcaro por meio de Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB.
À frente do terceiro maior partido do país, Rueda está no radar do Palácio do Planalto e da Polícia Federal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já demonstrou publicamente desconforto com o dirigente, especialmente após ele articular a saída do deputado Luciano Bivar da liderança partidária.
O nome de Rueda também chama atenção no meio político por conta do crescimento patrimonial e de demonstrações de alto padrão de vida, como festas e eventos com presença de políticos e empresários. Um dos episódios citados foi a comemoração de seu aniversário de 50 anos, realizada por quatro dias na ilha de Mykonos, na Grécia.
Mensagens divulgadas indicam que houve tentativa de aproximação entre Rueda e Vorcaro durante as tratativas envolvendo o banco. Paralelamente, também há relatos de atuação para viabilizar investimentos do Fundo de Previdência do Rio de Janeiro na instituição financeira.
Cenário político e investigações
O caso também envolve outros nomes do cenário político nacional. Informações apontam que o presidente Lula foi incentivado a reagir ao caso após avaliações internas indicarem que o escândalo poderia atingir lideranças como Rueda, o senador Ciro Nogueira e o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre.
Inicialmente, a avaliação era de que esses nomes poderiam ser diretamente impactados pelas investigações. No entanto, o avanço do caso acabou alcançando também figuras ligadas ao governo federal.
Entre os citados estão o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que teriam mantido vínculos com o Banco Master. Também surgiram menções a relações envolvendo o ministro do STF Dias Toffoli.
As investigações seguem em andamento e apuram a extensão das relações políticas e financeiras no caso.








