A retirada de celulares usados por detentos para comunicação com o crime organizado foi o foco da 10ª fase da Operação Mute, realizada em unidades prisionais do Acre ao longo desta semana. A ação ocorreu de forma simultânea em todo o país e, no estado, passou por Rio Branco, Sena Madureira e Cruzeiro do Sul, sendo concluída nesta quinta-feira, 19.
A operação é coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), por meio da Diretoria de Inteligência Penal (Dipen), em conjunto com a Polícia Penal Federal (PPF) e as polícias penais estaduais.
Segundo o chefe do Departamento de Segurança e Disciplina do Iapen, Tarso Costa, a estratégia consiste em realizar revistas simultâneas em celas e pavilhões para apreensão de materiais ilícitos, principalmente aparelhos celulares.
“O objetivo é retirar esses dispositivos das unidades prisionais, dificultando a comunicação entre os presos e seus associados do lado de fora”, explicou.
Apreensões no interior
Em Sena Madureira, onde a operação foi realizada na terça-feira, 17, foram apreendidos seis celulares e quatro carregadores. O diretor da unidade, Emanoel Dantas, destacou a importância da ação.
“Fazer a retirada dos celulares foi o mais importante, assim a gente impede, de forma definitiva, a comunicação do detento com a parte externa”, afirmou.
Já em Cruzeiro do Sul, onde a operação foi concluída nesta quinta, foi localizado um aparelho celular. Para o diretor da unidade, Élves Barros, a ação é essencial para o funcionamento do sistema prisional.
“É uma operação de suma importância aqui em Cruzeiro do Sul, para que possamos manter a ordem e a disciplina no presídio”, disse.
Ação nacional
A Operação Mute ocorre em unidades prisionais das capitais e do interior dos estados como estratégia de combate ao crime organizado, especialmente para impedir que detentos continuem atuando de dentro dos presídios.
De acordo com a Senappen, nas nove fases anteriores da operação, já foram apreendidos 7.542 celulares em estabelecimentos prisionais em todo o país. Ao todo, mais de 35 mil policiais penais participaram das ações, que realizaram revistas em 34.837 celas.