Ícone do site Jornal A Gazeta do Acre

“Corpo-Território”: mulheres da Reserva Chico Mendes lançam manifesto no Dia da Mulher em Xapuri

“Corpo-Território”: mulheres da Reserva Chico Mendes lançam manifesto no Dia da Mulher em Xapuri

Foto: Arquivo Pessoal/Cedida

Enquanto os centros urbanos concentram as celebrações institucionais do Dia Internacional da Mulher, a Reserva Extrativista Chico Mendes, em Xapuri, será palco de um encontro histórico neste domingo, 8. A vivência “Nosso Corpo-Território: Guardiãs da Floresta”, realizada pelo Instituto Mulheres da Amazônia (IMA) em parceria com o Comitê Chico Mendes (CCM), marca o lançamento de um manifesto inédito construído pelas vozes das mulheres da floresta.

A iniciativa faz parte do projeto Rede de Mulheres da Floresta, que atua no fortalecimento das lideranças femininas em todos os municípios que compõem a reserva. Mais do que uma celebração, o evento busca dar visibilidade ao protagonismo dessas mulheres em fóruns internacionais.

Em entrevista à GAZETA, a gestora de projetos do Comitê Chico Mendes, Angélica Mendes, ressaltou que as mulheres da Resex têm ocupado espaços estratégicos, incluindo conferências da ONU.

“As meninas estão nesse processo de empoderamento feminino e de discussões sobre a questão climática global. Algumas já foram para a COP na Alemanha conosco participar de conferências da ONU. O desejo agora é dar esse retorno para a comunidade”, afirmou Angélica.

Para Concita Maia, presidenta do IMA, essa conexão é o que define o conceito de “corpo-território”: a defesa da floresta como uma extensão da própria existência feminina. “É fundamental levar as discussões para dentro da floresta, na defesa de uma sociedade com justiça social e ambiental”, pontuou.

Programação Diversificada

Além da construção coletiva do manifesto, a programação em Xapuri contará com parcerias institucionais para oferecer serviços e capacitação:

Liderança e gênero

O evento espera engajar não apenas as mulheres, mas também homens, jovens e crianças em debates sobre gênero e liderança. “A gente espera que as pessoas participem mais dessas discussões sobre clima e gênero, e que consigam se entender nesses lugares de liderança também”, finalizou Angélica Mendes.

Sair da versão mobile