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Decisão do Cidadania nacional pode definir quem o PSDB vai apoiar no Acre

Decisão do Cidadania nacional pode definir quem o PSDB vai apoiar no Acre

A corrida pelo Governo do Acre tem movimentado o tabuleiro da política em Brasília. O foco da disputa é o controle da federação PSDB/Cidadania, hoje alvo de cobiça do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), e do senador Alan Rick (Republicanos). Enquanto Bocalom busca no ninho tucano o abrigo que lhe foi negado pelo PL, o grupo de Alan Rick articula a ampliação da aliança para fortalecer a própria candidatura.

Em entrevista exclusiva ao portal A GAZETA, o deputado federal Roberto Duarte, presidente do Republicanos no Acre, revelou que a chave para essa definição pode estar nas mãos do comando nacional do Cidadania, partido que caminha federado ao PSDB.

Segundo Duarte, a viabilidade de qualquer candidatura pela federação, no estado, depende da regularização contábil do Cidadania. O parlamentar detalhou que o presidente nacional da sigla, o deputado federal Alex Manente (SP), estabeleceu uma condição clara para resolver as pendências jurídicas que hoje impedem o lançamento de nomes no Acre.

“O presidente só vai regularizar o Cidadania no Acre se o Cidadania e o PSDB, que compõem a federação, estiverem com o senador Alan Rick”, afirmou Roberto Duarte.

Decisão do Cidadania nacional pode definir quem o PSDB vai apoiar no Acre
Presidente nacional do Cidadania, Alex Manente, quer aliança da federação com senador Alan Rick

O deputado confirmou que ele e Alan Rick mantêm diálogos diretos com o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, há cerca de dois meses. Vale salientar que sem a regularização das contas do Cidadania, a federação fica juridicamente impedida de disputar as eleições no estado.

“Ele me assegurou isso: que só regulariza se o partido estiver com o senador. Se não regularizarem essas prestações de contas e situações contábeis, a federação não pode ter candidatura no Acre”, reforçou o parlamentar.

O desfecho oficial ainda depende da conclusão das tratativas em Brasília. A indefinição coloca Tião Bocalom em uma situação de vulnerabilidade política, já que o calendário eleitoral avança e as opções de legenda para o prefeito diminuem.

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