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Eber Machado critica Ricco após demissões de motoristas e denuncia perseguição a trabalhadores

Eber Machado critica Ricco após demissões de motoristas e denuncia perseguição a trabalhadores

Foto: Anne Nascimento

Vereadores da Câmara Municipal de Rio Branco se manifestaram após motoristas da empresa Ricco Transporte procurarem o Legislativo em busca de apoio diante de uma série de demissões registradas nos últimos dias. Segundo trabalhadores, ao menos 25 funcionários foram desligados, sendo 16 apenas na segunda-feira, 9.

Na manhã desta terça-feira, 10, o vereador Eber Machado criticou a atuação da empresa e afirmou que os trabalhadores enfrentam pressão no ambiente de trabalho.

“Infelizmente, a Ricco não tem responsabilidade nem com a nossa população de Rio Branco e tampouco com seus próprios funcionários”, declarou.

Segundo o parlamentar, os relatos apresentados pelos motoristas apontam para uma rotina de perseguição dentro da empresa.

“Nós entendemos que é uma escravidão hoje que os funcionários da Ricco estão vivendo. É perseguição. Se quebra uma peça no ônibus eles querem que o motorista pague”, afirmou.

Denúncia ao Ministério Público do Trabalho

Eber Machado também mencionou uma denúncia feita anteriormente ao Ministério Público do Trabalho (MPT) contra a empresa.

“No mês de janeiro do ano passado nós fizemos uma denúncia no Ministério Público do Trabalho contra a Ricco, porque ela não faz o recolhimento dos direitos trabalhistas dos servidores”, disse.

De acordo com o vereador, após a denúncia foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas, segundo ele, o acordo não teria sido cumprido. “Fizeram um TAC, eles até hoje não cumpriram o TAC, continuam sem recolher e está aí a situação”, declarou.

Críticas às demissões

O parlamentar também criticou as demissões registradas após uma paralisação de advertência realizada por trabalhadores da empresa.

“O que aconteceu ontem é algo absurdo. São 16 pais de famílias que foram apenas participar de um ato e por eles participarem foram demitidos”, afirmou.

Para o vereador, os trabalhadores atuariam sob pressão dentro da empresa. “Eles trabalham sob opressão, perseguição. É o que a Ricco faz hoje dentro de Rio Branco”, disse.

Eber Machado também direcionou críticas à gestão municipal ao comentar a situação do transporte coletivo na capital. “Agora tudo isso chancelado pelo prefeito de Rio Branco”, afirmou.

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