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Marcus Alexandre descarta ser vice de Mailza: “Vou para deputado estadual”

Marcus Alexandre descarta ser vice de Mailza: “Vou para deputado estadual”

Ex-prefeito de Rio Branco confirma foco na Aleac e sugere Jéssica Sales para compor chapa majoritária - Foto: Reprodução

Apesar do silêncio oficial do MDB e das intensas negociações de bastidores, o ex-prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre, definiu seu rumo para o pleito de 2026. Ao portal A GAZETA, o emedebista confirmou que sua meta é conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), encerrando as especulações sobre sua participação na chapa majoritária encabeçada pela atual vice-governadora Mailza Assis (PP).

“Vou para deputado estadual. Minha sugestão à Executiva do MDB, da qual faço parte, para vice na chapa da Mailza é a Jéssica Sales”, disparou Marcus, transferindo o foco das atenções para a ex-deputada federal do Juruá.

Estratégia e cicatrizes de 2022

A decisão de Marcus Alexandre reflete um aprendizado político recente. Detentor de um capital eleitoral robusto, herança de seus seis anos à frente da Prefeitura de Rio Branco. No entanto, o ex-prefeito parece decidido a não repetir o erro estratégico de 2022.

Naquela eleição, Marcus abriu mão de uma candidatura considerada “segura” para o Legislativo para compor como vice na chapa de Jorge Viana ao Governo. O resultado amargo das urnas, que o deixou sem mandato,  agora molda uma postura mais cautelosa e focada em garantir um assento na Aleac antes de voos mais altos.

O fator MDB

Embora Marcus tenha sido categórico, o MDB ainda trata o assunto com reserva, alegando que as discussões internas continuam. A indicação de Jéssica Sales para a vice de Mailza, feita publicamente por Marcus, coloca a Executiva do partido em uma nova posição de negociação com o Progressistas, já que Jéssica possui forte apelo popular, especialmente na região do Juruá.

Com o “não” de Marcus Alexandre para a vice-governadoria, o tabuleiro político do Acre sofre sua primeira grande movimentação real para 2026, forçando o grupo governista a reavaliar nomes para a composição da chapa.

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