Ícone do site Jornal A Gazeta do Acre

“O povo não quer governante de esquerda ou de direita, quer quem resolva”, diz Vagner Sales sobre polarização política

“O povo não quer governante de esquerda ou de direita, quer quem resolva”, diz Vagner Sales sobre polarização política

Foto: Arquivo/A Gazeta

A polarização política entre esquerda e direita não deve ser o centro do debate eleitoral no Acre, segundo o presidente do MDB no estado, Vagner Sales. Para o dirigente, o foco das discussões deve estar nas soluções para os problemas enfrentados pela população acreana.

“O povo não quer governante que seja de esquerda ou de direita. Eu acho que o povo está querendo um governante que resolva os problemas dessa população, de geração de emprego, de saúde, de atendimento ao trabalhador rural, de moradia. Muitos problemas que vive o Acre”, declarou.

Sales afirmou que o MDB pretende manter uma postura de equilíbrio no cenário político e destacou o histórico da sigla no estado.

“O MDB sempre foi o equilíbrio. Nós caminhamos sempre equilibrando o Estado. Nós já fomos aqui e somos oposição ao PT durante 20 anos”, disse.

Críticas à polarização

O dirigente também criticou a divisão ideológica no cenário político brasileiro e afirmou que o embate entre esquerda e direita pode trazer prejuízos para o país.

“Essa questão de esquerda e de direita que nós implantamos no Brasil, nós não, que eles implantaram no Brasil, isso traz um prejuízo muito grande para a nação”, afirmou.

Para ele, a atuação política de centro tende a produzir resultados mais efetivos do que posições consideradas radicais.

“Eu acho que o centro, que o meio, que o equilíbrio que o MDB faz no Congresso Nacional, no Senado da República, ele traz melhor resultado do que o radicalismo. E nós estamos nesse rumo”, disse.

Posição do MDB nas eleições

Vagner Sales também citou uma orientação nacional do MDB que permite aos diretórios estaduais adotarem posicionamentos diferentes nas eleições presidenciais.

“O MDB, a nível nacional, já publicou um documento liberando os Estados. O Estado que quer apoiar os bolsonaristas, que vão apoiar os bolsonaristas. O Estado que vai apoiar o Lula, que vão apoiar os lulistas”, afirmou.

No Acre, segundo ele, a decisão é manter neutralidade no debate presidencial e concentrar o discurso político nas demandas locais.

“Aqui no Acre, nós estamos na neutralidade. Quem quiser votar no Bolsonaro, vote. Quem quiser votar no Lula, vote. Porque nós não vamos entrar nessa discussão. Nós queremos discutir o Estado. Isso é o que o MDB vai fazer nessa eleição”, concluiu.

Sair da versão mobile