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“O que eu posso fazer?”: Bocalom comenta plano de Márcio Bittar para o Senado que levou à sua saída do PL

“O que eu posso fazer?”: Bocalom comenta plano de Márcio Bittar para o Senado que levou à sua saída do PL

Mesmo negando, a situação entre o prefeito e o senador não parece ser tão harmonioza quanto ja foi. Foto: Reprodução

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, afirmou que a relação com o senador Márcio Bittar continua a mesma, mesmo após sua saída do Partido Liberal (PL). A declaração foi feita nesta sexta-feira, 6, ao comentar as articulações políticas que teriam contribuído para sua desfiliação da legenda.

Segundo o prefeito, a decisão está relacionada a uma estratégia interna do partido envolvendo a disputa pelo Senado Federal. Bocalom disse que reconhece o projeto político de Bittar e que não vê motivos para conflito.

“Não, a relação continua a mesma. Eu reconheço o senador Márcio. É um projeto que ele tem. É uma estratégia que ele montou”, afirmou.

De acordo com o gestor, a movimentação dentro do PL buscava consolidar uma candidatura única ao Senado pela legenda, cenário que acabou influenciando diretamente sua permanência no partido.

“Então eu respeito a estratégia dele de ser candidatura única de Senado dentro do partido. Eu respeito. O que eu posso fazer? Eu não tenho o que fazer, eu não mando no partido”, declarou.

Bocalom relatou ainda que esteve em Brasília para tratar do assunto com o presidente nacional da sigla, que, segundo ele, demonstrou surpresa com a carta comunicando a decisão do diretório.

“Eu estive lá em Brasília, falei com o presidente. Ele na hora ficou até surpreso com aquela carta que me entregaram. Ele falou: ‘não, não pode, deixa que eu vou conversar com todo mundo’. Mas acontece que ele sozinho também não tem condição de decidir. Tem uma cúpula nacional que decide”, disse.

Durante a entrevista, o prefeito também destacou a influência política de Márcio Bittar em Brasília e afirmou que o senador possui peso nas articulações dentro do partido.

“É evidente que a influência do senador Márcio Bittar em Brasília é muito grande. É um senador que foi relator de um orçamento. Então não tem dúvida nenhuma que a influência dele em Brasília é muito forte”, afirmou.

Apesar do episódio, Bocalom disse que pretende seguir com seus projetos políticos e afirmou acreditar que novas oportunidades surgirão.

“Ele teve outros parceiros dentro do PL que seguiram a ideia dele, o raciocínio dele. Mas a vida segue e eu tenho certeza que Deus abriu outras portas para nós”, concluiu.

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