
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, anunciou nesta terça-feira, 3, por meio de vídeo nas redes sociais, que não será candidato ao governo do Acre pelo Partido Liberal (PL). Segundo ele, a decisão foi informada por telefone pelo presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, após diálogo com o senador Márcio Bittar, presidente estadual do partido, e com o senador Rogério Marinho.
“Acabei de receber o telefonema, agora há pouco, do presidente Valdemar da Costa Neto, que é o presidente do PL em Brasília, nacional, e ele me deu a notícia que, infelizmente, na conversa que ele teve com o senador Márcio Bittar e o senador Rogério Marinho, infelizmente, eles não aprovam a nossa candidatura ao governo estadual”, declarou.
No início do vídeo, o prefeito afirmou que comunicava a decisão “com muita tristeza”. Ele também reforçou sua identificação histórica com o campo da direita e com o próprio partido.
“Eu fico muito triste, porque o PL é o partido que eu sempre me identifiquei, porque eu venho da Antiga Arena, portanto, se existe alguém de direita nesse Estado, sou eu que venho da Antiga Arena. Tem muitos de direita, mas eu, pelo menos, venho da Antiga Arena e PDS. Mas fazer o quê? A vida segue em frente”, disse.
Impasse interno
A negativa nacional ocorre após semanas de indefinição dentro da sigla. A executiva estadual do PL já havia encaminhado carta ao prefeito informando que não priorizaria sua pré-candidatura ao Palácio Rio Branco. No documento, o partido destacou a manutenção da aliança com a federação partidária, a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República e a reeleição do senador Márcio Bittar como prioridades da legenda.
Na ocasião, Bocalom afirmou ter levado a situação à direção nacional e relatado que Valdemar Costa Neto teria ficado “perplexo” com a decisão regional. Ele disse que aguardava uma definição após conversa entre o presidente nacional e o senador Márcio Bittar. A resposta, no entanto, foi pela não aprovação de seu nome para a disputa estadual.
Busca por nova legenda
Com a confirmação de que não terá espaço no PL, o prefeito afirmou que passará a intensificar articulações com outros partidos para viabilizar sua candidatura ao governo.
“Nós temos conversado com outros partidos e, a partir de agora, dada a negativa do PL nacional, infelizmente, nós vamos ter que procurar uma nova sigla. Mas eu tenho certeza que Deus continuará abrindo portas para o nosso trabalho, para o nosso projeto”, afirmou.
Ele também reiterou que mantém o projeto político para 2026. “Não tenho dúvida nenhuma que nós vamos ainda ser candidato a governar. Com certeza, porque estamos conversando com outros partidos”, declarou.
Em nota, Bocalom disse que respeita a decisão partidária, mas que seguirá firme no propósito de disputar o governo do Estado.
“A política é feita de caminhos, diálogos e decisões partidárias. Respeito a posição tomada, mas sigo firme no propósito de servir ao nosso Estado. Já estamos conversando com outras siglas para viabilizar nossa candidatura ao Governo”, afirmou.
O prefeito concluiu reforçando que seu compromisso político permanece. “O compromisso com o nosso povo permanece inabalável. O trabalho continua. Vamos em frente”, declarou.
A decisão do PL formaliza o desfecho do impasse interno e deve influenciar as articulações partidárias no Acre para as eleições de 2026, especialmente no campo da direita, onde Bocalom vinha tentando consolidar sua candidatura ao Palácio Rio Branco.