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Projeto em Rio Branco propõe reserva de vagas de emprego para mulheres vítimas de violência doméstica

Projeto em Rio Branco propõe reserva de vagas de emprego para mulheres vítimas de violência doméstica

Foto: © Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Mulheres vítimas de violência doméstica poderão ter acesso facilitado ao mercado de trabalho em Rio Branco caso avance um projeto de lei em análise na Câmara Municipal. A proposta prevê que empresas terceirizadas que prestam serviços à administração pública municipal reservem parte das vagas de emprego para esse público.

O projeto foi apresentado pelo vereador Bruno Moraes e estabelece que até 5% dos postos de trabalho em contratos com 50 ou mais trabalhadores sejam destinados a mulheres em situação de violência doméstica.

A medida se aplicaria a contratos firmados pela administração direta, autarquias, fundações e empresas públicas controladas pelo município.

Regras para contratação

De acordo com o texto, os editais de licitação deverão incluir cláusulas específicas determinando a reserva dessas vagas durante todo o período de execução dos contratos. A regra também deverá ser observada em casos de dispensa ou inexigibilidade de licitação.

Outro ponto previsto na proposta é a proteção da identidade das beneficiárias. As contratações deverão ocorrer por meio de um banco de dados sigiloso, organizado pelo poder público em parceria com a rede socioassistencial.

O projeto determina ainda que órgãos públicos e empresas contratadas mantenham sigilo sobre a condição das trabalhadoras, sendo proibida qualquer forma de discriminação no ambiente de trabalho.

Além disso, a regulamentação deverá garantir que o vínculo empregatício não comprometa eventuais medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.

Critérios

A proposta adota como referência a definição de violência doméstica prevista na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006).

Caso seja aprovada, a regra passará a valer para novos processos licitatórios iniciados após a publicação da lei, além de ser considerada em renovações ou aditivos de contratos já existentes.

Segundo o autor da proposta, a iniciativa busca enfrentar um dos principais obstáculos para que muitas mulheres consigam romper o ciclo de violência: a dependência financeira. Ao facilitar a inserção no mercado de trabalho, o projeto pretende ampliar as condições de autonomia e subsistência para vítimas de violência doméstica.

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