O Partido dos Trabalhadores no Acre (PT-AC) vive um momento de definição estratégica para as eleições deste ano. Em entrevista ao portal A GAZETA, o vereador de Rio Branco e presidente da sigla no estado, André Kamai, comentou as recentes sinalizações do ex-senador Jorge Viana sobre a avaliação de sua candidatura ao Senado Federal. Embora o partido mantenha o convite oficial, Kamai reconhece que uma eventual mudança de planos exigirá um rearranjo imediato na federação.
Segundo Kamai, o planejamento das chapas para deputados estaduais e federais foi estruturado tendo Jorge Viana como o grande puxador de votos e liderança majoritária. “Veja, o Jorge dialogou com a direção do PT e com a federação no sentido de ser candidato, e toda a construção política que temos feito aqui, inclusive, as chapas para deputado estadual e federal vêm sendo organizada a partir desse cenário”, explicou o presidente.
Apesar da incerteza pública manifestada pelo ex-senador, o partido evita trabalhar com nomes alternativos neste momento. Kamai ressalta que a decisão final cabe exclusivamente a Jorge, mas não esconde o peso político que sua presença representa para a militância e para a organização eleitoral do grupo.
“Nós o queremos candidato e fizemos esse convite, mas essa é uma decisão que cabe a ele. Evidentemente, uma eventual mudança impactaria nossa organização política, porque se trata de uma liderança importante, com grande capacidade de mobilização eleitoral”, pontuou Kamai.
Entretanto, o parlamentar assegura que a legenda não ficará sem representação majoritária: “O PT está preparado para qualquer cenário. Caso ele decida não ser candidato, vamos reorganizar nossa estratégia e apresentar uma chapa majoritária completa da federação, com candidatura ao governo e ao Senado”.
Ausência de “Plano B” imediato
Questionado sobre possíveis sucessores ou nomes de reserva para a disputa, Kamai foi enfático ao dizer que o foco total permanece na candidatura de Jorge Viana. Para André, debater outros nomes agora seria precipitado, já que o partido ainda acredita na viabilidade do projeto original.
“Neste momento, não estamos trabalhando com a hipótese de o Jorge não ser candidato. Toda a nossa organização política parte da possibilidade de sua candidatura ao Senado”, afirmou.
O dirigente concluiu reforçando que o diálogo interno será a ferramenta para solucionar eventuais lacunas: “Se houver alguma mudança nesse cenário, aí sim o partido e a federação farão o debate necessário para definir os próximos passos e construir o melhor desenho eleitoral”.