O cenário político acreano para 2026 ganhou contornos mais nítidos na noite desta terça-feira, 17. O médico infectologista e professor universitário Thor Dantas utilizou suas redes sociais para falar abertamente, pela primeira vez, sobre as motivações que o levam a considerar uma candidatura ao Governo do Estado. Aos 52 anos e com uma trajetória consolidada na medicina e na academia, Dantas justificou sua entrada no campo político-partidário como uma resposta ao que classifica como uma “grave crise técnica, ética e política”.
No vídeo, o professor da Universidade Federal do Acre (Ufac) destacou que a decisão de se envolver diretamente na política amadureceu após 25 anos de exercício médico. Segundo ele, o sentimento de “desesperança” da população e a saída de cidadãos do estado por falta de perspectiva o impulsionaram a buscar ser uma alternativa para a gestão estadual.
Um dos pontos altos da fala de Thor Dantas foi a menção ao ex-governador e atual presidente da ApexBrasil, Jorge Viana. Dantas revelou ter mantido diálogos próximos com Viana, a quem descreveu como um dos maiores políticos da história do estado, com larga experiência em gestão e planejamento.
O médico afirmou ter ouvido com atenção as ponderações de Jorge sobre uma eventual candidatura ao Senado este ano e confirmou que uma nova “conversa importante” entre os dois deve ocorrer até a próxima semana.
PSB e o arco de alianças
Filiado ao PSB, Thor Dantas não escondeu a ambição majoritária, mas foi cauteloso ao tratar a candidatura como um projeto coletivo e não individual. Ele informou que está em fase de fechamento de conversas com a direção de seu partido e com lideranças de diversas siglas em busca de um “arco de alianças” robusto.
“Eu quero ser governador porque eu sei que o Acre precisa e eu posso ajudar. Mas uma candidatura majoritária não se concretiza de outra forma que não seja em torno de um bom grupo, coeso, motivado e com condições materiais para a disputa”, pontuou o médico.
A movimentação de Thor Dantas coloca o PSB e o bloco de oposição em um novo patamar de discussão, sinalizando que a corrida pelo Palácio Rio Branco em 2026 já começou nos bastidores.