7 de março de 2026
Jornal A Gazeta do Acre

GAZETA 93,3FM Ouça agora

Sem resultados
View All Result
  • Capa
  • Últimas Notícias
  • POLICIA
  • Geral
  • POLÍTICA
  • Colunas & Artigos
    • Roberta D’Albuquerque
    • O prazer é todo meu
    • Marcela Mastrangelo
    • Beth Passos
    • Tributarista do Acre
    • Além da Caloria
  • Social
    • Márcia Abreu
    • Giuliana Evangelista
    • Beth News
    • Jackie Pinheiro
    • Roberta Lima
    • Gazeta Estilo
  • Publicações Legais
    • Publicações Legais
    • Comunicados
    • Avisos
    • Editais
Jornal A Gazeta do Acre

GAZETA 93,3FM Ouça agora

7 de março de 2026
Sem resultados
View All Result
Jornal A Gazeta do Acre
Sem resultados
View All Result

A quem importa a vida das mulheres?

Por Maria Meirelles

A Gazeta do Acre por A Gazeta do Acre
07/03/2026 - 12:58
Manda no zap!CompartilharTuitar

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por A Gazeta do Acre (@agazetadoacre)


Você sabia que a cidade de Rio Branco aprovou apenas três reais para políticas públicas voltadas às mulheres? Isso mesmo: três reais. Agora compare esse valor com outro número. Somente em 2025, 14 mulheres foram assassinadas no Acre por feminicídio.

Nos últimos dias, uma série de denúncias de violência doméstica, abusos sexuais contra menores, estupros e feminicídios voltou a ocupar o noticiário em todo o país. Essa onda crescente de violência contra a mulher não é apenas um dado estatístico; é o sintoma de uma falha estrutural gravíssima no que tange às políticas públicas de enfrentamento a essa “epidemia”.

“Epidemia” foi exatamente o termo utilizado pelo Movimento 8 de Março para definir a realidade que enfrentamos. A misoginia e o machismo ainda servem de alicerce para leis e comportamentos, perpetuando um ciclo onde a vida feminina parece valer menos.

Dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, nesta semana, revelam um fato desolador: o Acre voltou a ocupar o topo do ranking nacional de feminicídios. Somente em 2025, 14 mulheres foram assassinadas no estado apenas por serem mulheres.

Rio Branco, infelizmente, lidera esse ranking estadual, com quatro casos registrados entre janeiro e outubro de 2025 [Polícia Civil do Acre 2026]. Mas o que choca tanto quanto o sangue derramado é a resposta ou a falta dela. Enquanto as mulheres são caçadas em suas próprias casas, a Lei Orçamentária Anual de Rio Branco (LOA), aprovada em dezembro de 2025, reservou um valor que beira o escárnio: apenas três reais para as políticas para as mulheres.

É um dado que exige reflexão profunda: em um orçamento global de R$ 2,4 bilhões, o programa ‘Mulher com Dignidade’ aparece com uma dotação simbólica de apenas três reais. Ainda que se argumente ser uma reserva técnica de dotação, a fixação de um valor tão ínfimo em uma peça orçamentária oficial levanta questionamentos inevitáveis sobre a prioridade conferida às políticas de proteção feminina.

Ao destinar uma quantia que não supre as necessidades básicas de qualquer ação governamental, a gestão municipal deixa uma lacuna preocupante na agenda pública, distanciando o planejamento financeiro da realidade urgente vivida pelas mulheres de Rio Branco.

Diante desse cenário, tornam-se inevitáveis os questionamentos sobre a operacionalização de serviços essenciais, como as casas de acolhimento, as campanhas educativas e o suporte jurídico e psicológico. A escassez de recursos vinculados compromete a execução dessas frentes de trabalho, criando um descompasso entre as promessas de proteção e a viabilidade prática das ações.

RECEBA NOTÍCIAS NO CELULAR

Enquanto o planejamento orçamentário não reflete a gravidade do problema, os impactos sociais tornam-se cada vez mais visíveis e dolorosos: nos últimos quatro anos, 111 crianças e adolescentes menores de 18 anos ficaram órfãos no Acre em decorrência do feminicídio. São trajetórias marcadas pela ausência e por um vácuo de amparo estatal, evidenciando que a fragilidade na proteção das mães reverbera, agora, na falta de garantias para o futuro desses jovens

A reflexão que eu proponho, como mulher, mãe de uma menina, filha de uma mulher, irmã de outras mulheres e jornalista, é: a quem importa a vida das mulheres? A quem importa a dor dessas famílias destroçadas? A quem importa o futuro dos filhos e filhas dessas mulheres?

Não podemos mais aceitar essa omissão. Se você está vivendo uma situação de violência ou conhece alguém que precise de ajuda, não se cale. A denúncia continua sendo o primeiro passo para romper o ciclo, mas precisamos cobrar que o poder público saia da inércia e transforme promessas em recursos reais.

Ligue para o 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou acione a Polícia Militar pelo 190 em casos de emergência. No Acre, procure a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM). Denunciar é um ato de coragem e de sobrevivência, mas exigir políticas públicas dignas é um dever de cidadania que não pode mais esperar.

Maria Meirelles é jornalista, mãe e defensora dos direitos humanos*

O conteúdo acima é um artigo de opinião e reflete exclusivamente a visão e análise da autora. As declarações e críticas aqui expostas não representam, necessariamente, a posição política ou a opinião institucional deste veículo de comunicação.*

Siga 'A Gazeta do Acre' nas redes sociais

  • Canal do Whatsapp
  • X (ex-Twitter)
  • Instagram
  • Facebook
  • TikTok



Anterior

Bocalom anuncia saída do PL e pede perdão a Bolsonaro e Michelle: “contem comigo”

Próxima Notícia

“Um atraso institucional”: Elzinha critica ausência de organismo para mulheres e orçamento de R$ 3 em Rio Branco

Mais Notícias

Foto: Arquivo Pessoal/Cedida
POLÍTICA

“Corpo-Território”: mulheres da Reserva Chico Mendes lançam manifesto no Dia da Mulher em Xapuri

07/03/2026
Foto: Getty Images
2º destaque

Acre entra em alerta por aumento de casos de síndrome respiratória grave, aponta Fiocruz

07/03/2026
Foto: Divulgação
5º destaque

Acre registra quase 700 casos suspeitos de dengue em 2026, aponta boletim da Sesacre

07/03/2026
O evento acontece em Abril. Foto: Juan Vicent Diaz
Geral

Ufac instala ‘Bancos Vermelhos’ como símbolo de combate ao feminicídio em Rio Branco e Cruzeiro do Sul

07/03/2026
MPAC e Federação de Futebol firmam parceria para combater violência contra a mulher nos estádios do Acre
Geral

MPAC e Federação de Futebol firmam parceria para combater violência contra a mulher nos estádios do Acre

07/03/2026
As duas regionais foram as únicas a não registrarem casos do tipo em 2024 e 2025.Foto: Reprodução
Geral

Relatório aponta média de 12 mulheres vítimas de violência por dia

07/03/2026
Mais notícias
Próxima Notícia
"Um atraso institucional": Elzinha critica ausência de organismo para mulheres e orçamento de R$ 3 em Rio Branco

"Um atraso institucional": Elzinha critica ausência de organismo para mulheres e orçamento de R$ 3 em Rio Branco

Foto: Reprodução

Rio Branco entra em zona de risco após aumento de internações por vírus respiratórios, aponta Fiocruz

Jornal A Gazeta do Acre

© 2022 - Todos os direitos reservados. A Gazeta do Acre

  • Expediente
  • Fale Conosco

Sem resultados
View All Result
  • Capa
  • Últimas Notícias
  • Polícia
  • Geral
  • Política
  • Colunistas & Artigos
    • Roberta D’Albuquerque
    • O prazer é todo meu
    • Marcela Mastrangelo
    • Beth Passos
    • Tributarista do Acre
    • Além da Caloria
  • Social
    • Márcia Abreu
    • Giuliana Evangelista
    • Beth News
    • Jackie Pinheiro
    • Roberta Lima
    • Gazeta Estilo
  • Publicações Legais
    • Publicações Legais
    • Comunicados
    • Avisos
    • Editais
  • Receba Notícias no celular
  • Expediente
  • Fale Conosco

© 2022 - Todos os direitos reservados. A Gazeta do Acre