A “cabeça” continua enterrada – Jornal A Gazeta

A “cabeça” continua enterrada

O governador Gladson Cameli prometeu que ontem se reuniria com os dirigentes do Sindicato dos Servidores da Saúde, que haviam anunciado uma greve geral a partir de hoje, mas como o governador viajou para a Alemanha, é de se esperar que as reivindicações tenham sido atendidas e o movimento cancelado.

Como se vem registrando ao longo desses nove meses, o setor da Saúde pública pouco ou nada melhorou. Aliás, tem piorado em vários aspectos, em grande parte, por decisões errôneas da secretária Mônica Feres e a falta absoluta de diálogo com os servidores. O próprio governador tem dito e repetido que há uma “cabeça de burro” enterrada no setor e a “cabeça” continua enterrada.

O que não se entendeu até agora também foi a decisão do Governo em “importar” de Brasília a mesma secretária e este processo de militarização com a também “importação” de militares para gerir o setor, preterindo bons e competentes gestores que o Estado dispõe.

Nada a opor aos militares, mas há de se convir que administrar setores como os da Saúde pública, Educação e outros similares não são a sua especialidade. A não ser que o Governo pretenda regredir aos tempos da Ditadura.

Pelo sim, pelo não, espera-se que tenha prevalecido o bom senso de ambas as partes e a greve cancelada, evitando-se, assim, o caos em um dos setores mais nevrálgicos da administração.

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