Aborto: o que pensam os presidenciáveis? – Jornal A Gazeta

Aborto: o que pensam os presidenciáveis?

“O ex-presidente Lula disse recentemente: “Eu, marido de dona Marisa, pai de cinco filhos, sou CONTRA o aborto. Mas, como presidente da República, vou tratá-lo como questão de saúde pública!”

Em meio tantas opiniões, competentes, sobre o aborto, que voltou ao debate público nesta semana, por conta da decisão do Senado argentino, que rejeitou a legalização do aborto naquele país, colocando por terra o aborto legal, livre e gratuito até as doze semanas de gestação. Chama a minha atenção uma assertiva, que li algures: “Nem a ciência nem a religião podem dar uma resposta satisfatória e universal sobre quando começa a vida – se na concepção, ao longo do desenvolvimento fetal ou no nascimento.”
Reconheço que o tema é polemico, afinal quando se refere à ocorrência de abortos, já não se admite qualquer solução simples, no terreno médico, social ou ético-religioso, pois que, alguém já disse, o aborto se estabelece numa das mais sérias epidemias que acometem a sociedade humana. Tem matado mais que as guerras e homicídio. Traz mais destruição do que o violento trânsito das ruas das grandes cidades. Tem ceifado mais vidas que o câncer.
No Brasil, um campeão de abortos, segundo dados do PNA – Pesquisa Nacional do Aborto., em 2015 meio milhão de mulheres fizeram aborto! Outro dado assustador, segundo a Organização Mundial da Saúde, é o de, a cada dois dias, uma mulher MORRER no país, vítima de aborto clandestino. Ademais, 1 milhão de mulheres no país se submetem a abortos clandestinos anualmente. Legalmente, no Brasil, a interrupção da gravidez só permitida em 3 situações: gravidez resultante de estupro; risco de morte da gestante, é o aborto por razões terapêuticas. Ocorre quando é um caso nítido de preservar uma vida real (a mãe) é de maior valor intrínseco em detrimento de uma vida potencial (o bebê não nascido) e ; o aborto por questões eugênicas. O aborto eugênico é requerido somente quando as indicações claras são que a vida terá condições subumanas, e não simplesmente porque talvez venha a ser uma pessoa deformada. O aborto de feto anencéfalo, só obteve sua autorização em 2012, após julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal).
Concordo com alguns especialistas, que nenhum aborto é justificável depois de oito semanas de vida (embrião). A partir deste ponto, dizem eles, qualquer ato de alegação justificável de tirar a vida de um feto teria de ser classificado como eutanásia, que é uma questão ética ainda mais complexa.
Por outro lado, o simples fato de uma mãe não desejar o bebê não é motivo suficiente para apagar uma vida humana em potencial. Os caprichos ou desejos pessoais de uma mãe não tomam prioridade sobre o valor do embrião ou do seu direito de viver.
Nesta questão do aborto, entendo que ninguém deve ficar em cima do MURO. Muito menos aqueles que pretendem dirigir os destinos da nação. Afinal, o que pensam os senhores presidenciáveis?:
O ex-presidente Lula disse recentemente: “Eu, marido de dona Marisa, pai de cinco filhos, sou CONTRA o aborto. Mas, como presidente da República, vou tratá-lo como questão de saúde pública!”.
Jair Bolsonaro diz: “Um chefe de Estado deve tomar posições, decidir, mostrar a todos a sua verdadeira FACE. Sempre me posicionei CONTRA a liberação das drogas e do aborto”.
Geraldo Alckmim é enfático: “eu não vejo o aborto como solução. A solução é evitar a gravidez indesejada”.
Ciro Gomes, radicaliza, dizendo que “o aborto é uma TRAGÉDIA”.
Marina Silva, diz: “Minha posição é CONTRA o aborto, mas eu defendo plebiscito para que se faça debate, porque o que nós queremos é que ninguém tenha gravidez indesejada”.
Álvaro Dias se agarra a legislação: “Em relação ao aborto, eu considero a legislação atual SUFICIENTE”.
Henrique Meirelles: “O aborto é algo que as pessoas têm o direito de fazer em situações dramáticas, como as de estupro ou de gravidez na adolescência” (?)
Guilherme Boulos é de opinião que “precisamos superar os TABUS e garantir a vida das mulheres com o aborto legal, seguro e gratuito para todas”.

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