Acre ganha Frente Parlamentar de Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento – Jornal A Gazeta

Acre ganha Frente Parlamentar de Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento

 O Acre vive um novo momento. Em meio a uma crise econômica, que afetou grandes centros do Brasil e do mundo, o Estado continuou investindo em obras, que impulsionaram o ramo da construção civil, como é caso do Complexo Industrial de Suinocultura Dom Porquito, localizado na região do Alto Acre, em Brasileia. Obra que reúne investimentos acima de R$ 50 milhões.

Há ainda os investimentos em obras de urbanização, que mudaram a paisagem das cidades acreanas. Os grandes programas habitacionais, como a Cidade do Povo, trouxeram qualidade de vida aos cidadãos acreanos. Nos últimos anos, muito se investiu na melhoria e recuperação dos edifícios e patrimônios públicos.

Por reconhecer tantos avanços e projetar novas conquistas, o deputado estadual e Lourival Marques (PT), com o apoio e a participação da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e Sindicato dos Engenheiros do Estado do Acre (Senge/AC), lança na Assembleia Legislativa, a Frente Parlamentar Acreana de Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento. A cerimônia de lançamento acontece às 10h, desta quinta-feira, 1.

A sessão solene de criação da Frente contará com a presença do presidente da FNE, Murilo Pinheiro, do presidente da Frente Parlamentar Mista de Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, deputado federal e engenheiro civil Ronaldo Lessa (PDT-AL), além de autoridades e representantes da Engenharia local.

A Frente tem como objetivo mobilizar uma bancada suprapartidária, no Legislativo estadual, para debater propostas relacionadas à engenharia, infraestrutura, desenvolvimento do Estado.

Segundo o presidente do Senge/AC, o engenheiro civil Tião Fonseca, a proposta da Frente é integrar um movimento de valorização dos engenheiros e demais profissões associadas ao Sindicato. Ele destaca que o Acre é o único Estado que possui um Plano de Carreira e Remuneração para os profissionais da área.

Fonseca explica que a frente também deve estimular a participação ampla e democrática da sociedade civil nas discussões sobre o papel estratégico dos profissionais da área.

“Se hoje somos referência nacional na questão mais importante para as carreiras, agora nós queremos avançar para discutirmos dentro da política as políticas da nossa área de infraestrutura, produção agrícola, tudo que nos diz respeito nós queremos discutir nesse fórum adequado. A Frente tem que ser aberta, plural, democrática. Não uma discussão partidária, mas uma discussão da Engenharia”.

O deputado estadual e engenheiro agrônomo Lourival Marques, comenta sobre a importância da Engenharia para o desenvolvimento do Estado.

“Quando você tem a área técnica aliada com a política, as duas atividades ganham mais força para a discussão de programas importantes para obter bons resultados. Vejo que os maiores beneficiados serão os profissionais, que terão o apoio da Assembleia Legislativa nas tratativas políticas que requer a profissão”.

 Apoio nacional

Hoje, a Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional conta com 239 deputados formados em diversas profissões e 81 senadores. A iniciativa foi o pontapé inicial para que estados como Bahia, Alagoas, Brasília e agora o Acre, começassem a discutir temas que visam o desenvolvimento também a nível estadual.

Um dos principais temas em discussão durante as reuniões da Frente nacional é a retomada das obras paralisadas no Brasil. De acordo com o presidente da FNE, Murilo Pinheiro, mais de cinco mil obras estão paradas no País, travando a economia e o desenvolvimento.

Diante da crise econômica e política pela qual o País atravessa, Pinheiro ressalta a importância da Frente para o crescimento e desenvolvimento do Brasil, sobretudo para o Acre.

“Essa Frente Parlamentar abre, no entendimento da nossa confederação e federação, a oportunidade para que seja um palco de discussões e colocações importantes nas questões tecnológicas do desenvolvimento do País. Para discutir questões de infraestrutura como o saneamento, recursos hídricos, transporte, transporte coletivo, energia”.

O presidente da Frente Nacional, deputado Ronaldo Lessa, declara seu apoio à iniciativa acreana e diz que a Frente é um canal que aproxima o Legislativo da sociedade por meio da interlocução com a área tecnológica.

“O Brasil precisa retomar o desenvolvimento, temos milhares de obras paradas e isso é um prejuízo enorme. É preciso diminuir a burocracia do País porque ela atrasa, prejudica e custa caro. É preciso fazer as coisas mais operacionais, dirigidas e de forma prática.  O Papel da Frente é colocar essa comunidade à disposição da sociedade da melhor forma possível”, concluiu.

Engenharia Unida

O presidente da FNE ressalta a importância da criação do movimento Engenharia Unida neste momento de retomada da economia brasileira. O movimento, idealizado pelo Senge/AC, reúne engenheiros e profissionais da área de tecnologia, por meio dos sindicatos, associações, conselhos profissionais, empresas e entidades, que trabalham juntos para solucionar os problemas enfrentados pelo País.

“O Acre é extremamente especial para a nossa Federação. Tenho um apreço muito grande pelo presidente do Senge, Tião Fonseca, e pela presidente do Crea, Carminda Pinheiro, além de ter um espaço muito grande com o Governo e Prefeitura”, concluiu.

 

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