Acre registrou o menor índice de gravidez na adolescência nos últimos cinco anos – Jornal A Gazeta

Acre registrou o menor índice de gravidez na adolescência nos últimos cinco anos

Gravidez na adolescência e suas consequências. O assunto é alvo de preocupação de diversos setores da saúde no país. E no Acre não é diferente. O tema vem sendo tratado de forma especial pelo governo do Estado.

O resultado de ações, programas e projetos na área resultam em uma diminuição do índice de gravidez na adolescência nos últimos anos.

Dados do Sistema de Informação Sobre Nascidos Vivos (Sinasc), do Ministério da Saúde (MS), revelam que o Acre está no rumo certo. Em 2017, o estado diminuiu ainda mais o número de adolescentes grávidas, que segundo o órgão federal compreende a faixa etária de 10 a 19 anos.

No ano passado, dos 15,1 mil bebês nascidos vivos no estado, 25% foram de mães adolescentes. O índice é o menor nos últimos cinco anos, já que em 2016 o número correspondeu a 26,1%, em 2015 de 26,9% e em 2014 o número de adolescentes grávidas foi superior a 27%

Uma das ações apontadas pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) para a contínua diminuição desse índice é a implantação do projeto “Se Liga Aí”, que vem desenvolvendo uma abordagem diferente entre o público jovem não apenas com temas relacionados à saúde sexual, mas também sobre o uso de álcool e outras drogas.

A gravidez na adolescência, na grande maioria, indesejada, é um dos pontos principais de conscientização do projeto da Sesacre, que tem como proposta a formação de jovens multiplicadores no ambiente escolar, desenvolvido pela Divisão de Saúde do Adolescente e o Gabinete da Vice-Governadora. Implantado em dez municípios acreanos, o Se Liga Aí, desde o ano de sua criação, em 2014, já formou mais de 320 estudantes pelo interior do estado que hoje realizam rodas de conversas (o bate-papo da galera) com o público da mesma faixa etária.

De acordo com o coordenador do projeto, Antônio Neto, um dos fatores que influenciaram a diminuição de casos de adolescentes gestantes foi a troca de informação pelos próprios jovens, que, capacitados pelo programa, passaram a desenvolver rodas de conversas entre grupos de adolescentes nas escolas de ensino médio de seus territórios.

“Como todos são da mesma faixa etária, o diálogo flui naturalmente. Eles perguntam, questionam e tiram dúvidas de assuntos que muitas vezes são tabus para conversar com os pais e educadores. Claro que o Se Liga Aí sozinho não reduziu os indicadores, mas contribuiu bastante para essa redução, o que nos deixa muito felizes. Não é à toa que nosso projeto é considerado uma das dez melhores práticas de prevenção entre os jovens do país”, destaca.

O projeto investe no aumento de ações dentro das escolas, na orientação sobre métodos contraceptivos e na implantação de dispensadores de camisinhas em banheiros das unidades básicas de saúde referência das escolas de ensino médio.

“Nosso objetivo é contribuir com uma juventude consciente, e a informação é a melhor arma para combater a vulnerabilidade social. Jovem escuta jovem. Com isso, ganhamos um aliado importante para a promoção da saúde sexual e reprodutiva, que são os próprios adolescentes”, enfatiza Antônio Neto.

 

 

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