Advogado do Acre apontado pela PF como mensageiro de presos isolados vira réu – Jornal A Gazeta

Advogado do Acre apontado pela PF como mensageiro de presos isolados vira réu

O advogado Max Elias da Silva Araújo, denunciado pelo Ministério Público, virou réu no processo por promoção de organização criminosa. Araújo foi um dos conduzidos durante a Operação Troia, da Polícia Federal do Acre (PF-AC).

G1 tentou entrar em contato com Araújo e também com o advogado dele, Júnior Feitosa, mas até a publicação desta reportagem não obteve resposta.

A Operação Troia foi deflagrada no mês de julho deste ano, em Rio Branco, em parceria com a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE-AC) e o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP-AC.

Na época, a PF informou que dois advogados tinham sido conduzidos à sede da superintendência da polícia suspeitos de serem mensageiros de presos do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).

A Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim) emitiu uma nota, na época da operação, em solidariedade ao advogado.

“Todos excessos praticados bem como violações de prerrogativas ocorridos devem ser tratados com severidade considerando como ato atentatório ao direito do advogado e cidadão, devendo os agentes serem responsabilizados civil e criminalmente”, disse a Abracrim na nota.

Em reportagem publicada em setembro, o promotor de Justiça Ildon Maximiano confirmou que um dos conduzidos, na época, era estagiário e o outro advogado. Segundo ele, alguns dos denunciados estavam presos. Além do advogado, outras 24 pessoas foram denunciadas à Justiça pelo crime.

Foco da operação

A operação teve como foco desarticular ações de um grupo criminoso no estado e cumpriu 20 mandados de prisão. Ainda foram cumpridos 38 mandados de busca e apreensão e três armas foram apreendidas, uma quantia de drogas que ainda não foi contabilizada pela PF.

A PF informou que as investigações duraram cerca de um ano e resultaram na prisão do presidente, vice-presidente, conselheiros e outros membros da organização criminosa que atua no estado. Alguns já estavam presos e outros em liberdade.

De acordo com o delegado Fares Feghali, os crimes cometidos iam desde roubos, furto, assassinatos, tráfico de drogas e armas e associação a organização criminosa.

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