Airsoft: o esporte que simula batalhas militares e utiliza réplicas de fuzis e pistolas – Jornal A Gazeta

Airsoft: o esporte que simula batalhas militares e utiliza réplicas de fuzis e pistolas

 

Há quase um ano, a Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio de um projeto de extensão, implantou o esporte radical airsof. A modalidade simula batalhas militares e policiais de forma realista. Os jogadores participam vestidos com equipamentos de proteção.

O coordenador do projeto, o professor Carlos Roberto Teixeira Ferreira, explica que as armas utilizadas são apropriadas para o jogo e seus projéteis, chamados de BBs, são confeccionados de plástico.

“São réplicas de armas reais e a principal diferença das utilizadas no airsoft é que a ponta da arma é de cor laranja ou vermelha. Essas armas já vêm com essa pintura, é obrigatório.”

Segundo o professor, a prática de airsoft é saudável e possui inúmeros benefícios físicos, mentais e sociais, proporcionados pelos combates. A modalidade envolve exercícios de resistência física e trabalho em equipe. “É um esporte bem dinâmico que estimula o raciocínio rápido, trabalha a questão de estratégia em grupo, além da capacidade cardiorrespiratória, porque cansa muito. Tem jogos que duram dois dias”.

Quem passa pelo campus aos domingos e não conhece o esporte se assusta ao ver pessoas vestidas com trajes militares e “armadas” com fuzis. Apesar de ser um esporte regido pela Legislação Brasileira e com armas regulamentadas pelo Exército Brasileiro, algumas pessoas ainda acham que se trata de um esporte violento.

Ferreira esclarece que ao contrário do que muitas pessoas pensam, o airsoft é uma atividade divertida. “Nenhum dos operadores do mundo faz apologia à violência. É um jogo bem divertido, legal, você faz muita amizade. Temos operadores da Polícia Militar, do Exército, professores universitários, médicos, pessoas de várias classes sociais”.

Normalmente, os jogadores utilizam o Parque Zoobotânico para praticar o esporte, mas, devido ao período chuvoso, as partidas estão ocorrendo no campus da Ufac, esclarece o professor.

“Nossa característica de jogo é na mata. Algumas equipes jogam apenas em ambiente urbano. No último domingo, 4, nós conseguimos fazer no parque porque fez sol, mas, com esse inverno, estamos utilizando ambiente com edificações”.

O esporte pode ser praticado por homens e mulheres, com idade superior a 16 anos. Sendo que, menores de idade precisam de autorização dos pais. O projeto é aberto à comunidade em geral, porém, o participante precisa ser convidado por alguém do grupo.

De acordo com o professor, a Ufac é pioneira no Brasil na prática do airsof. Atualmente, mais de 73 milhões de pessoas praticam o esporte no mundo, segundo o último levantando feito pela Federação Alemã de Airsoft.

Veja alguns benefícios do airsoft

Benefícios físicos – força, resistência física e coordenação motora são benefícios do esporte. O corpo é exigido pelo jogo e os praticantes podem correr, agachar, pular e esquivar. A coordenação é desenvolvida com atividades da prática de tiro juntamente com os exercícios exigidos pelo combate.

Benefícios mentais – autoconfiança adquirida e stress aliviados. O esporte é em equipe e algumas missões são concluídas apenas com a colaboração de todos, mas o participante pode desenvolver habilidades de liderança. Durante as batalhas o jogador pode levar o melhor de si.

Durante a prática do esporte, adrenalina é liberada e proporciona sensação de bem-estar, calma e, consequentemente, eliminação do estresse.

Benefícios sociais – o trabalho em equipe visto no campo de batalha de airsoft proporciona companheirismo, cooperação e melhor relação social.

FOTO/CEDIDA
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