Após 16 anos, Acre volta a ter uma representante feminina no Senado – Jornal A Gazeta

Após 16 anos, Acre volta a ter uma representante feminina no Senado

Com a saída de Gladson Cameli (PP), eleito governador do Acre no último domingo, 7, Mailza Gomes (PP), esposa do ex-prefeito de Senador Guiomard, primeira suplente do progressista, assumirá o cargo.

Em sua história, o Acre teve apenas uma senadora da República eleita pelo voto popular, Marina Silva, hoje pertencente ao partido Rede Sustentabilidade. Ela ficou no cargo por dois mandatos (1994 e 2002). De lá para cá ainda não houve, no voto direto ou suplência, a participação feminina no cargo

A nova senadora já sinalizou que pretende atuar na área social, em projetos ligados a educação e saúde. “Eu gosto da área social, mais claro que não vou exclusivamente falar sobre isso no Senado. No mundo atual, precisamos falar de tudo. Tudo é importante, saúde, educação, segurança pública, enfim, acho que o nosso trabalho deve ser em prol de uma melhoria total para o país”, disse ela, em recente entrevista a um site local.

Sobre o sentimento de representar o Estado através do mandato de senadora, Mailza revelou que está confiante. “Estou me preparando muito. É uma questão muito forte representar o Gladson, suas causas no Senado. Ele é muito bem conceituado, muito bem avaliado. Não é um papel fácil e tranquilo por essa questão. Vou fazer o possível para trabalhar e honrar esse privilégio que é de representar o Estado”, comentou.

Câmara Municipal

Dois suplentes de vereadores devem assumir o cargo para um mandato de dois anos, uma vez que Roberto Duarte (MDB) foi eleito deputado Estadual e Manuel Marcos, presidente da Câmara de Rio Branco, assume uma vaga na Câmara Federal.

João Marcos Luz é quem assume a vaga do emedebista. Ele, que também é do MDB e obteve 1.313 votos na eleição de 2016, é considerado uma liderança nos bairros Tancredo Neves, Defesa Civil e Montanhês. Durante vários anos, atuou no sistema de transporte público de Rio Branco, onde começou como cobrador de ônibus chegando até a direção da extinta Real Norte.

A situação já complica quando diz respeito à suplência de Manuel Marcos. Até o momento não se sabe quem ocupará a vaga, já que os pretensos suplentes já não pertencem mais as siglas que coligaram com o Partido Republicano Brasileiro (PRB), de Manuel Marcos, na eleição.

Em tese, a vaga deveria ser ocupada pela pastora Sandra Asfury, segunda suplente. Ocorre que, desde a eleição de vereador, em 2016, ela mudou de partido, encontrando-se agora no PSC. O mesmo caso acontece com a terceira e quarta suplência. Laércio da Farmácia, que ocupa a terceira suplência, também mudou de partido. Agora está filiado ao PSOL. Francisco Piaba, quarto suplente, já não está mais no PRB.

Na ordem de suplentes, o único que ainda se mantém em um dos partidos da Coligação é Anderson Sandro (PDT), quinto suplente, que em 2016 recebeu 1.458 votos.

De acordo com a legislação eleitoral, a vaga pertence à coligação e não ao candidato. Portanto, quando o pastor Manuel Marcos deixar a Câmara de Vereadores, Anderson Santos deverá ocupar o cargo, uma vez que concorreu pela coligação PRB-Podemos-PDT. Porém, os suplentes que antecedem o pedetista já sinalizaram que irão brigar na Justiça pela vaga.

A presidência da Câmara de Vereadores confirmou que só irá convocar o suplente para assumir a cadeira depois que o Tribunal Regional Eleitoral indicar o nome do novo vereador.

 

 

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