“Atendemos o que a Sesacre determina”, diz direção da Fundhacre sobre fila de ortopedia do PS – Jornal A Gazeta

“Atendemos o que a Sesacre determina”, diz direção da Fundhacre sobre fila de ortopedia do PS

Lauro Melo

Mais de 70 pacientes aguardavam, na tarde de quinta-feira, 21, por uma cirurgia ortopédica no Hospital de Urgência e Emergência, o pronto-socorro de Rio Branco. Há relatos de pessoas que estão internadas há mais de 25 dias. A grande maioria dos pacientes aguardam por procedimentos cirúrgicos há mais de 20 dias.

A situação é tão crítica que os pacientes da ortopedia criaram um grupo de WhatsApp para conversar sobre formas de pressionar a Secretaria de Saúde do Estado (Sesacre).

Em entrevista ao ac24horas, um paciente que preferiu não se identificar, relata que quase perdeu a perna. “Ninguém diz nada, não há uma previsão, deixam a gente aqui sem ser informado de nada. Por isso, temos que nos submeter a essa humilhação”.

Uma fonte do Jornal A GAZETA confirmou a situação caótica na área de ortopedia do pronto-socorro. “A coisa está feia por lá. Muita gente esperando, mas sem nenhuma resposta”.

Segundo o diretor geral da unidade, Areski Peniche, o primeiro fator que influencia na demora das cirurgias é o grande número de pacientes que têm chegado ao hospital com fraturas. “Tem entrado mais pacientes que o normal”.

O outro problema, de acordo com Peniche, é que a maioria dos pacientes que estão no Huerb deveriam estar sendo atendidos na Fundação Hospitalar. Ele explica que o pronto-socorro atende os pacientes “de primeiro momento”. Casa haja necessidade de outro procedimento cirúrgico ou cirurgia definitiva, a pessoa deve ser encaminhada para a Fundação.

“Problema é que lá [Fundação] existe uma capacidade limitada de oferta de procedimentos, hora por falta de anestesista, hora por falta de ortopedista”.

O diretor da Fundação Hospitalar, Lauro Melo, confirmou, com exclusividade ao Jornal A GAZETA, que não há falta de ortopedistas, nem anestesia na unidade.

“Nós atendemos o que a Sesacre determina. Qualquer situação emergencial é levada ao pronto-socorro. Depois, a segunda consulta é no próprio PS. Outros casos como prótese ou casos que não são casos de urgência e emergência vão para a Fundação, conforme o fluxo criado pela própria Sesacre. Me causa estranheza o que gerente do pronto-socorro possivelmente disse”.

Melo destaca, ainda, que em outubro a Fundação, em parceria com o Huerb, realizaram um mutirão de cirurgias ortopédicas para diminuir o fluxo no pronto-socorro. “Destinamos uma sala exclusivamente para esses procedimentos, mas foi naquele momento. Não sei se faremos algo nesse sentido, já que existe essa demanda”.

Areski Peniche
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