“Brasil, meu Brasil brasileiro” – Jornal A Gazeta

“Brasil, meu Brasil brasileiro”

2014 é um ano atípico. Ano de Copa do Mundo, ano de eleições. Em outubro, os brasileiros irão às urnas escolher seus representantes. Mais que um show de bola de qualquer seleção é um show de democracia, ou pelo menos deveria ser. Se não houvesse a compra de votos, o abuso de poder, por parte de alguns, teríamos sim uma democracia plena.

Vivemos em uma democracia jovem. Muito jovem ainda, mas tenho a certeza de que o Brasil estar no rumo certo. Não que eu defenda os ataques feitos à presidenta Dilma Rousseff (PT) ou mesmo que eu a esteja defendendo. Mas, ela agiu como uma democrata ao ouvir insultos de uma minoria sem revidar, na abertura dos jogos do mundial. Sei que nenhum chefe de Estado teria a brandura que ela teve e o equilíbrio. Uma nação que quer respeito, respeita seus líderes. Entretanto, o exemplo de Dilma mostra que a perseguição que muitos dizem sofrer é paranoia.

Mas, por outro lado, também concordo com o jornalista Luís Carlos Moreira Jorge quando afirma que “não se briga com a notícia”. Se existe o fato não há como negá-lo. O jornalista não pode se omitir da sua função, que é informar. Discordo daqueles que acreditam que o jornalismo tem que formar opinião. Jornalista não é dono da verdade. Escreve-se e cada um tire suas conclusões. Na verdade, o que há é uma confusão entre as duas modalidades de jornalismo: o jornalismo informativo e o jornalismo opinativo. No informativo, a função é apenas informar, narrar o fato como apresentado. Já no opinativo, comenta-se o fato.

Abri esse parêntese no parágrafo anterior para situar o leitor no eixo principal que é liberdade de expressão, democracia. É certo que o colunismo político é mais visado, opina. No entanto, qualquer ato que possa barrar o trabalho jornalístico deve ser entendido como uma afronta aos princípios democráticos.

Sei que no período eleitoral, o interesse de todos é ganhar. É normal. É uma disputa, o que não pode é passar os limites da boa convivência. O respeito deve ser mantido. Penso que o que deveria de fato estar à mesa são os projetos para o Acre e para o Brasil. Quem fez o que? Quem fez mais? Isso não interessa. O que importa é o que precisa ser feito. O que vamos fazer e como fazer. Não adianta criar planos mirabolantes e ao ganhar as eleições não executá-los.

Que tenhamos eleições limpas. Tranquilas. Que cada um examine a sua consciência. Que o povo seja o ponto principal para àqueles que desejam um cargo seja qual for a esfera.

* JOSÉ PINHEIRO é  jornalista.
E-mail: [email protected]

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