Brasileiros acusados de matar bolivianos são condenados a mais de 50 anos de prisão – Jornal A Gazeta

Brasileiros acusados de matar bolivianos são condenados a mais de 50 anos de prisão

A 1ª Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco condenou, na tarde de quinta-feira, 29, dois brasileiros pela morte dos peruanos Nilo Daniel Chavez e o sobrinho Richard Bezerra, na Bolívia, em junho de 2016. Juntas, as penas somam mais de 50 anos. O julgamento ocorreu na Cidade da Justiça.

Manoel Júlio Neto pegou 30 anos de reclusão em regime fechado e Gilberto Paiva Filho foi condenado a 25 anos e 6 meses de prisão, também em regime fechado. Ambos vão responder por homicídio qualificado.

O julgamento durou mais de 8 horas e dez testemunhas foram ouvidas, sendo cinco de acusação e cinco de defesa, segundo o TJ. Familiares das vítimas acompanharam o julgamento, mas não quiseram falar sobre o caso.

Relembre o caso

Os corpos das vítimas foram encontrados em estado avançado de decomposição em uma área afastada da cidade de Cobija, capital de Pando/Bolívia. De acordo com a Polícia Civil, as vítimas foram achadas algemadas e com sacos na cabeça.

Na época, familiares registraram queixa do desaparecimento dos dois peruanos na delegacia de Brasileia, no interior do Acre. Foi feito o reconhecimento e os familiares confirmaram que se tratavam de Chavez e Bezerra. A partir daí, a investigação foi inciada pela Polícia Civil da cidade de fronteira.

A polícia localizou os dois suspeitos e um deles acabou confessando participação no crime e informou que teriam encomendado a morte de Chavez. Como o sobrinho da vítima estava junto, acabou também sendo morto.

Foto/ Arquivo pessoal
Assuntos desta notícia