CASO PINTÉ: Prefeito Carlinhos e mais 2 são condenados; vereadora é absolvida – Jornal A Gazeta

CASO PINTÉ: Prefeito Carlinhos e mais 2 são condenados; vereadora é absolvida

Enfim, terminou. Três dos 4 acusados pelo assassinato de Fernando José da Costa, o ‘Pinté’, vereador e presidente da Câmara de Acrelândia, foram condenados por volta da meia-noite de hoje (11). O ex-prefeito Carlos Cesar Nunes de Araújo, o ‘Carlinhos’, foi sentenciado a 16 anos e 6 meses de prisão em regime fechado. O ex-secretário de Administração, Jonas Vieira Prado, também foi condenado ao mesmo período. Já José Antônio Silva, o ‘Zezão’, pegou 15 anos e 8 meses de reclusão.
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A quarta acusada, a vereadora Maria da Conceição da Silva Araújo (mãe de Carlinhos), foi absolvida de fazer parte no ‘consórcio’ que encomendou a morte de ‘Pinté’.

Foram quase 60h em 4 dias de julgamento até sair a sentença final, proferida pelo Conselho de Sentença, presidido pela juíza Maria Rosinete dos Reis Silva, titular da Comarca de Acrelândia. O júri foi composto de 7 jurados. Ao todo, foram ouvidas 19 testemunhas.

A decisão agora está sujeita a recursos em instâncias superiores. O Ministério Público Estadual, que fez toda a denúncia do caso, já garantiu que vai apelar da absolvição da vereadora Maria da Conceição. Do outro lado, a defesa dos acusados também adiantou que vai apelar das 3 condenações.

A execução fria de Fernando Pinté aconteceu no dia 1º de maio de 2010. Ele foi alvejado com 6 tiros em casa, após chegar de uma partida de futebol. A principal teoria para a motivação do crime é a de ‘queima de arquivo’. Pinté teria reunido um dossiê de provas contra a gestão de Carlinhos, constatando irregularidades nos recursos repassados a Acrelândia pelo Fundeb e iria apresentá-las na Câmara. Ele foi assassinado 2 dias antes disso.

 

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Maria Conceição foi inocentada

O 5º acusado no caso, Carlos Henrique Pereira do Lago, o ‘Carlinhos Granada’, ainda está foragido. Granada é acusado pelo MP de ter recebido do ex-prefeito de Acrelândia R$ 30 mil em dinheiro para assassinar Pinté. O dinheiro para o crime teria sido arrecadado num ‘consórcio’ pelos acusados. Por sua vez, Granada teria contratado um outro ‘pistoleiro’ para ‘fazer o serviço’. Só quando for preso é que Carlinhos Granada será levado a julgamento.

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