Cláudio Porfiro – Jornal A Gazeta
  • Sexo, aventura e rock’n roll

    Estas são confissões minhas um tanto bizarras. São queixumes que brotam do fundo da alma tola. Ao acima aludido cronista, foi permitido colocar tudo em bom papel e bem traçada letra, para que as próximas gerações tenham conhecimento da minha desdita amorosa. Sim. Sou mulher...

  • Um tantinho de amor a preço qualquer

    Sol a pino em brilho que relaxa, que apraz, que traz alegria, que refestela, que fala mansinho de vida bem vivida em idade iniciais. Ah, bela é essa juventude que respira brisa amena e levemente adocicada vinda do canal marinho em frente. Barcos de recreio...

  • Andaimes de gente em curvas sinuosas

    As épocas antecedentes foram de alegrias intensas. Redemoinhos de felicidade e contentamento. A maré alta fazia regurgitarem as finanças. Fluía a riqueza naquelas paragens abençoadas. O ruído do ouro a encher os bornais era música aos ouvidos dos abastados. Festas muito dispendiosas davam brilho maior aos...

  • Como se ele fosse sogra de alguém

                O papel da filosofia é ensinar a viver e conviver. É preciso respeitar as diferenças entre todos e dar oportunidades a quem quer que seja. Mas o aprendiz de tudo não é filósofo, porque ainda não chegou à oitava década, numa referência aos escritos de...

  • Era de uma beleza deveras inquietante

    Na manhã cinzenta, recostada a uma cadeira de balanço, ela se acomoda rente ao alpendre envidraçado da velha casa de acolhimento. A alvorada mal principia e o barulho maior é o cantar dos galos e das outras aves que louvam o amanhecer. O céu pede...

  • É preciso ensinar a pensar e a agir

    Ide e ensinai aos mais novos da face da Terra a sede da justiça, a sinceridade, a solidariedade e tudo o que lhes faça também propagar por aí afora conhecimentos tais que digam respeito ao relacionamento pacífico entre os humanos. Daí, alguém veio a mim...

  • A descoberta de si próprio

    Viajou por sendas de mil amores, trocou afetos por flores, afora os favores e as delícias e a volúpia que é ser feliz como o destino quis. Deu cambalhotas, fez piruetas, se envolveu em mil tretas, mas, ademais, amou como poucos o conseguiram.             Viveu amor...

  • Alguma vaidade; orgulho comedido

    Escorreguei o corpo suado doído e dormi por sobre as raízes da vaidade. É árvore frondosa e bela, travesseiro muito duro, posto que exige de todos e de cada um sempre e muitos dispêndios materiais, além daqueles que se relacionam à alma. Passaram-se horas a...

  • A dois passos do mais doce abismo

    Estas mal traçadas linhas constituem uma crônica melíflua demais e, por assim dizer, poderia ser chamada trezentos dias sem ela. Talvez até venha a se transformar em roteiro de filme estilo água com açúcar. Nunca se sabe quantos repiquetes ainda passarão por debaixo da ponte, afinal, hoje,...

  • Aos pais que são mães, e vice-versa

    Num daqueles dias mornos de outono, o homem, exausto, levou a mão à testa e de lá verteu suor em bicas. O campo vasto de capim gordura serviria, mais tarde, para a confecção de colchões de dormir para aquela gente sem vintém e sem cobre....