• Pós-modernos, debilidade mental e silicones

    CLÁUDIO MOTTA-PORFIRO Há milênios, tem ele travado conhecimento com alguns loucos. Já vai para mais de cinco mil anos que o general Sun Tzu o aconselha e ele lhe segue as pegadas nas areias cálidas do seu deserto íntimo. Como os lunáticos, tem o cronista...

  • Lágrimas vadias de um coração selvagem

    CLÁUDIO MOTTA-PORFIRO* Por aqueles dias, já havia cessado o rufar dos tambores e o sibilar estridente das cornetas. Os patriotas colegiais já se haviam recolhido à sua rotina dinâmica. As freirinhas da bem-aventurança corriam de um lado para o outro nas suas vestes que deixavam...

  • Passou a usar óculos escuros

    CLÁUDIO MOTTA-PORFIRO* O velho menino pobre e amarfanhado em canelas cinzentas de friagem já estava um tanto além da quadragésima volta ao redor do sol. Houvera, sim, como um desbravador mongol das estepes asiáticas, feito o cavalo arredio pisar sobre corações entorpecidos e lacrimejantes, como...

  • A doce arte de compreender as mulheres

    Para a Cici Di Ísis. Não. Não é verdade. Sei que me atrasei um pouco. Mas eu não me lembro das mulheres apenas no dia oito de março. Vivo por elas, em sentido bem amplo, é claro. Por aí, têm dito das mulheres algumas poucas...

  • Eu não casaria comigo nem a pau, Juvenal!

    Naquele ambiente, todos o respeitavam, quase sem exceção. Não construíra inimigos, pelo menos declarados. Andava de par com a serenidade da coleção de primaveras vividas desde meados do século anterior. Distribuía sorrisos e alguns galanteios para as agentes do belo sexo que sempre bem o...

  • Éramos tão jovens

    Ficavam bem ali os dois parados, ombro a ombro, em plena solidão, como na poesia. As escadas e o pórtico do velho solar lhes serviam de poltrona e abrigo. Extasiados, viam, todos os dias, o sol se pôr por trás do arvoredo amazônico próximo à...

  • Uma paixão a mais nunca é demais

    CLÁUDIO MOTTA-PORFIRO*          O Fluminense do Rio de Janeiro e os esportes de uma forma mais ampla, são a justa medida de um entusiasmo que está acima de qualquer razão por mais líquida que esta seja. Afinal, já cometeram blasfêmia, quando disseram que Deus não deveria...

  • Temos lido muitas mãos e nenhum livro

    CLÁUDIO MOTTA-PORFIRO A casa de apresentações abrira as portas logo depois das sete da noite. Já uma multidão se aglomerava para ver a reelaboração de uma peça do teatro de revista trazida de meados do século anterior para dias já avançados do terceiro milênio. O...

  • Poética da liberdade: relatos de um fugitivo

    CLÁUDIO MOTTA-PORFIRO* Para um homem sozinho, o sonho da liberdade pode ser a luta correspondente ao transcurso de toda uma vida. Para um povo-nação, diferentemente, tal demanda pode equivaler a séculos de tentativas, insucessos, interlúdios de conquistas, golpes e contragolpes. Os relatos de Andrés Alarcon...

  • É preciso ensinar a pensar e a agir

    CLÁUDIO MOTTA-PORFIRO* Ide e ensinai aos mais novos da face da Terra a sede da justiça, a sinceridade, a solidariedade e tudo o que lhes faça também propagar por aí afora conhecimentos tais que digam respeito ao relacionamento pacífico entre os humanos. Daí, alguém veio...