Cláudio Porfiro – Jornal A Gazeta
  • Por um buquê de rosas e lírios

    Ela havia sacolejado por esta vida afora quase em total solidão. Nem de longe alcançara o tal estágio da meia idade. Talvez, um pouquinho gasta pelos vaivéns dos quadris, apoderara-se de uma tristeza de gueixa chorosa e soturna. Largara a sacanagem. Introvertera-se. Acompanhara-se de um...

  • Interessa mesmo é aparecer bem na foto

    É oportuno misturar fatos quadrados a personagens redondos. Há os que gostariam de uma análise, aqui, a respeito do fenômeno que representam as academias de ginástica e as suas relações com a modernidade. Há outros que cogitam a possibilidade de um comentário acerca das complicações...

  • Seringal Albrácia

     A poeira é quase areia, de manhãzinha, nos caminhos e varadouros do campo e da mata. Pés descalços pisam-na e a sentem friinha. Há orvalho nas sororocas e mata-cavalos e cipós de fogo. A caminhada é ainda lenta e preguiçosa. Tenho treze anos, sou criado na cidade...

  • Poética da liberdade: relatos de um fugitivo

    Para um homem sozinho, o sonho da liberdade pode ser a luta correspondente ao transcurso de toda uma vida. Para um povo-nação, diferentemente, tal demanda pode equivaler a séculos de tentativas, insucessos, interlúdios de conquistas, golpes e contragolpes. Os relatos de Andrés Alarcon são de...

  • A incrível história dos livros voadores

    Eras de ventos fortes e trovoadas ensurdecedoras em que livros voam. Coisa de doido. Pelas novas vias de comunicação, a mentira assola feito a tempestade dos infernos. As pessoas blefam com uma facilidade dos demônios, simplesmente, para demonstrar, de forma tosca, que o argumento do...

  • A incrível história dos livros voadores

    Eras de ventos fortes e trovoadas ensurdecedoras em que livros voam. Coisa de doido. Pelas novas vias de comunicação, a mentira assola feito a tempestade dos infernos. As pessoas blefam com uma facilidade dos demônios, simplesmente, para demonstrar, de forma tosca, que o argumento do...

  • Viva o Zé Pereira, viva o Carnaval!

    Quem vai ao ar perde o lugar. Quem vem ao vento perde o assento. Mas ele apenas houvera ido ao mictório. Só. Estava trôpego, é fato, mas tratável, carinhoso e com o coração de aluguel cheinho de paixão até o gargalo. Certo é que perdeu...

  • Deus e a farta distribuição de talentos

    Das asperezas da vida, os talentosos extraem sempre alguma coisa boa. Para eles, nem tudo é tão ruim. Sempre dá para tirar algum proveito do caos. Todavia, a realidade é estrábica com as pessoas que nascem e crescem sem fazer maiores esforços. Gente assim não...

  • Remoendo dores e paixões avassaladoras

    Depois de tudo, ela se virou de lado, na poltrona do avião, remoeu velhos pensamentos e conseguiu fazer parar o cérebro latejante, por um segundo, para observar que, de tudo, não tinham sequer sobrado cinzas e muito menos chamas. Estava em meio ao caos dos...