• O menino do dedo azul

    A canoa atravessava balouçante as águas mornas, mansas, densas, mesmo defronte à desembocadura do rio da vida viva e sempre muito ativa, como o tempo inexorável. Carregaram-na com algum esterco a ser utilizado na horta caseira. O menino do dedo azul remava indolentemente. O sol...

  • Temos lido muitas mãos e nenhum livro

    A casa de apresentações abrira as portas logo depois das sete da noite. Já uma multidão se aglomerava para ver a reelaboração de uma peça do teatro de revista trazida de meados do século anterior para dias já avançados do terceiro milênio. O rapazola garboso...

  • Temos lido muitas mãos e nenhum livro

    A casa de apresentações abrira as portas logo depois das sete da noite. Já uma multidão se aglomerava para ver a reelaboração de uma peça do teatro de revista trazida de meados do século anterior para dias já avançados do terceiro milênio. O rapazola garboso...

  • Em tua memória, oh meu santo poetinha

    Ao nosso querido versejador do além. Como bem recomendado por todos os santos e orixás, também tem ele chegado lá, aqui ou acolá, sempre e à mercê dos melhores presságios, passando por mil estágios, a cada instante, boquirroto e falante, mesmo sem tanta pressa, mas...

  • Um tantinho de amor a preço qualquer

    Sol a pino em brilho que relaxa, que apraz, que traz alegria, que refestela, que fala mansinho de vida bem vivida em idade iniciais. Ah, bela é essa juventude que respira brisa amena e levemente adocicada vinda do canal marinho em frente. Barcos de recreio...

  • Já não se acredita em gnomos

    Fizeram dele um menino tímido, como hoje ainda é, embora todos duvidem, poucos acreditem e ninguém veja. Cumpriu itinerários rocambolescos, é certo, ao redor da Terra e por mares nunca d’antes navegados. Em viagem, depois dos dez dias fora de casa, sentia saudades da mãe...

  • Uma certa distribuição de maçãs

    O poeta embriagado de si, numa espécie de autoflagelação ritualística, volta a ser personagem de si mesmo. É forte. Ninguém escapa ao destino. Foi num desses dias mais felizes, como quase todos. Adentrou o templo moço em vestes bem talhadas, circunspecto até as tripas, a...

  • Gente inteligente não morde, nem assopra

    A professorinha há pouco concluíra um curso de ciências humanas numa universidade estadual mineira. Adquirira uma considerável capacidade na arte de encantar as pessoas com a linguagem escrita, e muito melhor com a palavra bem pronunciada. Sentia-se, enfim, preparada para enfrentar o desiderato das salas...

  • Sexo, aventura e rock’n roll

    Estas são confissões minhas um tanto bizarras. São queixumes que brotam do fundo da alma tola. Ao acima aludido cronista, foi permitido colocar tudo em bom papel e bem traçada letra, para que as próximas gerações tenham conhecimento da minha desdita amorosa. Sim. Sou mulher...

  • Um tantinho de amor a preço qualquer

    Sol a pino em brilho que relaxa, que apraz, que traz alegria, que refestela, que fala mansinho de vida bem vivida em idade iniciais. Ah, bela é essa juventude que respira brisa amena e levemente adocicada vinda do canal marinho em frente. Barcos de recreio...