Clássico é clássico – Jornal A Gazeta

Clássico é clássico

É importante ter um espírito de rivalidade em campo. É sadio para o futebol e para as torcidas. O amistoso entre Atlético e Rio Branco, no último fim de semana, resgatou um pouco disso. Era apenas um amistoso, mas de amistoso só teve o nome. Dentro das quatro linhas, as disputas foram acirradas e os jogadores mostraram vontade de vencer.

É preciso dizer, antes de tudo, que rivalidade não significa violência. Longe disso. De violência o futebol carioca exagerou na primeira rodada do estadual deste ano e o torcedor brasileiro está cansado, exausto de ver torcidas se digladiando nas arquibancadas de um estádio de futebol. Não podemos levar para esse lado.

O importante é torcer, cada um para o seu time de coração, debater e não perder nenhum lance. Já tivemos grandes clássicos no futebol acreano, no ápice de Independência, Juventus, Atlético e Rio Branco – considerados os quatro clubes “grandes” da Capital.

Já não temos mais. Os dois primeiros estão longe do que eram antes. Os dois últimos já estiveram melhores e tentam se reerguer. O tempo ajudou, o campo nem se fala, a torcida pouco compareceu, mas o jogo animou. O amistoso serviu de preparação para Galo e Estrelão, mas também abriu um valioso parêntese.

Estamos em início de temporada, é verdade, e é lógico que os times não estão com o seu melhor desempenho. Porém, surpreenderam. Pode ser que tenha sido pouco, pequeno. Mas, foi um começo. As festas, as cores e a alegria da torcida já não fazem mais parte do nosso cotidiano esportivo.

Rio Branco e Atlético podem se enfrentar mais quatro vezes nesta temporada – caso os dois sejam finalistas do estadual. O que torço mesmo é que os clássicos não sejam esquecidos, que os times não sejam quebrados e que a torcida volte a ser o 12º jogador.

* João Paulo Maia é jornalista.
joao.maia.rodrigues@gmail.com
Twitter: @jpmaiaa

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