Coluna Da Redação - 05/02/2020 - Jornal A Gazeta

Coluna Da Redação – 05/02/2020

Deu o tom

A fala do presidente da Aleac, deputado Nicolau Júnior (Progressistas), em coletiva de imprensa no Salão Nobre ontem, 4, deu o tom do debate na sessão que abriu os trabalhos no Legislativo em 2020. Sem maquiar dados, Nicolau disse que a violência é um problema que só será resolvido com o apoio da União e mencionou a extensa área de fronteira como agravante.

Fala, Nicolau!

“O Estado não tem condições sozinho de segurar essa problemática que ocorre no Brasil inteiro. O governo está firme, está se organizando. Tenho certeza que vai conseguir vencer isso. O Acre é um Estado de muita fronteira, acho que o governo federal tem que ter um olhar especial para fortalecer os órgãos federais que tem aqui”.

Saúde

Mas quem pensa que a sessão foi só sobre Segurança ficou enganado. O deputado Jenilson Leite (PSB) abriu o verbo. Disse que há pacientes com mais de 90 dias esperando uma cirurgia ortopédica internado no Pronto Socorro. Ele frisou que a demora para a realização do procedimento encarece ainda mais a manutenção do paciente dentro do sistema e sem solução.

Câncer

Jenilson Leite, que é médico, disse que é necessário que o Governo do Estado elenque como proposta número 1 o retorno do tratamento dos pacientes com câncer no Acre. Ele pontuou que a transferência para outros hospitais do país encarece o tratamento, fragiliza ainda mais os pacientes e impõe os familiares custos altíssimos. Tocou na ferida, o deputado.

Balanceado

Ainda sobre o presidente da Aleac, deputado Nicolau Júnior, este disse que fará uma presidência diferenciada em 2020. Se pautará ainda mais de modo democrático. A ideia é agradar a gregos e troianos, como se diz no popular. Ele frisou que é um ano eleitoral, então vai procurar manter a presidência isenta de tomar partido por A ou B. Ou seja, será uma atuação balanceada.

Quem será?

Ontem, na Sala de Imprensa, os jornalistas se questionavam quem será o próximo líder do governo. Faziam análise da possibilidade de retorno de Luís Tchê (PDT), mas que isso seria cobrado um preço alto do governo. Tchê não voltaria de graça. Outros arriscaram a pedra em Cadmiel Bonfim (PSDB). Foi o primeiro a discursar ontem, empolgado. Mas há quem aposte no experiente José Bestene (Progressistas). A sorte está lançada. Façam suas apostas.

Alfinetou

Ao anunciar que pretende deixar a liderança do governo nos próximos meses, o deputado Gehlen Diniz (Progressistas) alfinetou os colegas e mandou o recado. Disse que não será base governista fazendo oposição dentro da base. O recado foi dado. A carapuça serviu na cabeça de alguém, certamente, para Gehlen falar assim.

Efetivo

A deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB/AC) participou do encontro da bancada federal do Acre, que contou com a presença do governador Gladson Cameli, com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Na conversa, Perpétua solicitou que o governo federal instale um Centro Integrado de Inteligência de Segurança Pública, a exemplo do que foi feito em outras capitais do Brasil. Proposta interessante.

Furtam tudo!

Em discurso na Câmara Municipal de Rio Branco, o chefe da Casa Civil da prefeita Socorro Neri (PSB) lamentou a insegurança vivida nos dias atuais. Ele mencionou que nem mesmo as novas luminárias instaladas pela prefeitura em praças e vias foram poupadas. Ele relatou que, além dos equipamentos, fios foram levados pelos criminosos. Não roubam o sol porque é quente e longe, como diz o colega jornalista Edvaldo Souza.

Educação

O deputado Gehlen Diniz (Progressistas) disse que o problema da criminalidade se originou lá no passado quando não se observou um dado interessante na formação das crianças, a evasão escolar. Ele citou que o não acompanhamento dos estudantes criou-se uma geração frágil para ser cooptada pelo crime organizado. Faz sentido.

 

 

 

 

 

 

 

 

Assuntos desta notícia